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Governo do Acre realiza fórum estadual sobre a Educação de Jovens e Adultos

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“Estou inscrito no Enem e quero fazer Veterinária”. Essa afirmação foi feita por Valdemir dos Santos, estudante da segunda etapa do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da escola Raimundo Gomes. Assim como ele, mais de 16 mil alunos estudam nessa modalidade de ensino.

Valdemir dos Santos participou, na noite desta terça-feira, 7, da abertura do I Fórum Estadual de Partilha da EJA, realizada no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O evento também comemora um ano de adesão do Estado e dos 22 municípios acreanos ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo.

Encontro reuniu representantes de todos os municípios acreanos. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Da solenidade de abertura participaram, o secretário-adjunto de ensino da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Sebastião Flores; a vice-presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Fátima Miranda; a coordenadora pedagógica da Undime, professora Eliane Leite; e o chefe do Departamento da EJA, Jessé Dantas.

O Fórum Estadual de Partilha da EJA é um momento para se promover um espaço qualificado de diálogo, de troca de experiências, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação de jovens e adultos, uma iniciativa que visa a construção coletiva para a superação do analfabetismo.

Fórum de Partilha realizou a troca de experiências do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Já a história de Valdemir Santos se entrelaça às milhares que acontecem com os estudantes da EJA. Quando criança, morava ao longo da rodovia Transacreana e não teve a oportunidade de estudar. Logo se casou e voltou à sala de aula somente em 2023, ingressando na alfabetização.

“Minha experiência com a EJA tem sido muito boa porque foi onde eu comecei a me alfabetizar. Fiz o Enceja e fui para o ensino médio e agora estou na segunda etapa. Então, a EJA mudou a minha vida como pessoa, como trabalhador e até me ensinou a me comunicar melhor”, disse.

Experiências exitosas

O chefe do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da SEE, professor Jessé Dantas, explica que além de debater sobre as políticas públicas, também é uma troca sobre as experiências exitosas em relação à EJA. Além disso, lembra que no final do encontro será traçado um plano de ação para o próximo ano.

“Além das experiências exitosas, também estaremos analisando os desafios elaborando um plano de ação para a superação do analfabetismo e a qualificação da EJA, que é justamente o que diz o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo, essa valorização da modalidade. Lá em junho de 2024, quando o pacto foi lançado pelo governo federal, o Acre foi um dos primeiros estados a aderir a essa política nacional, justamente por compreender a necessidade dessa modalidade de ensino”, disse.

Chefe do Departamento da EJA, professor Jessé Dantas: “Plano de ação para 2026”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Responsabilidade de todos

De acordo com a coordenadora pedagógica da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, seccional Acre (Undime/Acre), professora Eliane Leite, ofertar a modalidade da educação de jovens e adultos é responsabilidade de todos os 22 municípios acreanos.

Professora Eliane Leite: “Compartilhamos desafios e conquistas”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Por meio de articuladores, formadores regionais, coordenação pedagógica, estamos compartilhando um ano de pacto, de desafios, de conquistas, e traçando as metas para que a gente conclua 2025 e que venhamos a planejar 2026. Esse é o momento que estamos no processo de construção. A partir de hoje, iniciaremos o plano de ação por regionais”, explicou.

“Oportunidade que não tive”

Quem também faz questão de agradecer a EJA é Vilcimar Castro de Souza. Ele estuda na escola Luiza Batista de Souza. “Estudar na EJA está sendo uma experiência muito boa, que eu nem sei como explicar direito, porque foi a oportunidade que não tive quando era jovem”.

Vilcimar Castro: ‘Oportunidade que não tive quando era jovem’. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Natural de Tarauacá, veio para Rio Branco e aos dez anos foi ajudar o pai, que era carpinteiro. “Por isso, está sendo muito gratificante, porque o que eu aprendo só quem tira é Deus e mais ninguém”, afirma.

Vilcimar  conta que na juventude não conseguiu estudar, além do trabalho, em decorrência da rebeldia: “Eu caí um pouco na vida, mas graças a Deus me recuperei e hoje tenho família, tenho netos e não tenho o que reclamar da EJA. Ela tem mudado a minha vida demais. Adquiri um conhecimento que há seis meses eu não tinha”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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