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Guias de Turismo celebram histórias e conquistas em mais de 20 anos de exercício no Acre

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Contar histórias, desvendar curiosidades e guiar visitantes através do tempo. Esta é a essência de uma das profissões mais interessantes do mundo: a de Guia de Turismo. No Acre, essa trajetória de profissionalização já ultrapassa duas décadas, moldada pela dedicação de quem acredita no potencial da região norte do Brasil.

Neste domingo, 10 de maio, Dia Nacional do Guia de Turismo, a história de Ana Lúcia Cunha auxilia a compreender como a profissão cresceu e tem se consolidado no Acre. Historiadora por formação e servidora do Tribunal de Justiça, Ana Lúcia recorda com orgulho que integrou a primeira turma de guias de turismo formada pelo Senac-AC, em 1997.

Primeira turma de Guias de Turismo formada no Acre, em 1997. Foto: Acervo Pessoal

Na época, Ana já costumava apresentar a cidade para autoridades e visitantes, mas foi o alerta de uma colega turismóloga que mudou sua visão: “O que você faz é uma profissão regulamentada por lei. Se você atua sem a formação, está cometendo uma infração”, lembra.

O incentivo foi o que faltava para Ana buscar a qualificação técnica. Da turma pioneira que formou 12 alunos, ela e a colega Janete Franklin – hoje membro da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-AC), foram as únicas que permaneceram no mercado, resistindo às dificuldades de um setor ainda em ascenção.

Durante anos, Ana Lúcia Cunha foi a única guia de turismo do Acre registrada no Cadastur. Foto: cedida

Por muito tempo, o cenário foi solitário. Ana Lúcia recorda que, em reuniões nacionais, apenas o nome dela representava o Acre no Cadastur, um sistema do Ministério do Turismo que reconhece e valida profissionais do setor. “Dava tristeza de ver só o meu nome. Hoje eu me sinto gratificada e grata por tanta gente ter abraçado essa profissão e ainda precisamos de mais”, revela.

20 anos de história

Em 2006, com novos profissionais se especializando, Ana articulou a vinda da Federação Nacional a Rio Branco e, com o apoio de alunos do Instituto Dom Moacir, oficializou o Sindicato dos Guias de Turismo do Acre (Singtur), no dia 20 de novembro de 2006, sob a liderança dela  e dos colegas Rony e Melki.

Neste ano, o Sindicato dos Guias de Turismo do Acre completa 20 anos de fundação e conta com 38 guias registrados no sindicato, dos 58 que estão no Cadastur. Para Vera Lúcia Santos, presidente do Singtur, destaca que: “o guia não conta só a história do lugar, ele conta e encanta. Ele tem esse papel de fazer o elo, de fazer da viagem do turista, algo marcante, memorável. E é algo que me encanta pela liberdade que essa profissão te dá”.

Vera Lúcia Santos, presidente do Singtur. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Em busca de fortalecer o setor, uma parceria entre o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco, formou 44 novos guias de turismo, em dezembro de 2025.

Além disso, a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) tem buscado fortalecer e valorizar esses profissionais. Pelo segundo ano consecutivo, a secretaria divulgou um Edital de Credenciamento de Guias de Turismo, permitindo que os profissionais realizem guiamentos oficiais em eventos promovidos ou apoiados pelo Estado.

Curso formou novos guias de turismo, em dezembro de 2025. Foto: Bruno Moraes/Sete

Também neste ano, o governo reafirmou seu compromisso com a categoria ao apoiar a participação da comitiva acreana no Congresso Nacional de Guias de Turismo, realizado em Fortaleza (CE), garantindo intercâmbio de conhecimento e visibilidade para o destino Acre.

Secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias. Foto: Bruno Moraes/Sete

O secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, destaca a importância estratégica desses profissionais: “São profissionais essenciais, que estão na ponta atendendo turistas e visitantes. Então temos muito a agradecer e parabenizar os guias de turismo do nosso estado pela sua atuação, pela dedicação em mostrar a nossa cultura, gastronomia e riquezas naturais”.

Futuro da profissão no Acre

Mesmo com o avanço e conquistas, Ana Lúcia mantém o olhar no horizonte. Para ela, que também foi mentora de muitos guias que operam no estado, é imprescindível continuar trabalhando pelo futuro da profissão no Acre, levando a formação para o interior do estado. O objetivo é garantir que cada vez mais acreanos possam transformar o amor pela sua terra em uma profissão digna, reconhecida e essencial para a economia do estado.

Ana Lúcia Cunha foi supervisora em turmas de Guias de Turismo, no Acre. Na foto, a quarta turma formada no estado. Foto: Acervo Pessoal

“Eu posso dizer que, praticamente todos que hoje estão na profissão, tirando os da minha turma, eu trabalhei como supervisora, se não do curso todo, mas principalmente do estágio supervisionado. Então, eu me sinto grata por ter trazido essa profissão até aqui e entregue essa profissão também aos colegas que hoje estão na área”,.

Fonte: Governo AC

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Realizado pelo governo do Acre, evento sobre igualdade de gênero e liderança feminina com a ministra Cármen Lúcia e a coronel Marta Renata reúne centenas de pessoas

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Centenas de pessoas participaram, nesta quinta-feira, 25, do evento “Vamos falar de igualdade de gênero e liderança feminina”, realizado pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), como parte do programa Desperte a Liderança que Existe em Você.

A programação foi marcada por palestras emocionantes e inspiradoras que tocaram o público presente. A primeira com a comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata, seguida da palestra proferida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Primeira palestra foi ministrada pela comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata Foto: Ingrid Kelly/Secom

Sediado no auditório da OAB-Acre, o encontro reuniu autoridades, estudantes e representantes de diversas instituições em um momento de reflexão, aprendizado e inspiração sobre os avanços e desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade brasileira.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, o secretário de Governo, Luiz Calixto, destacou o momento histórico vivido pelo Acre e a importância de ampliar os espaços de participação feminina.

“O Acre vive um momento histórico. Pela segunda vez em 64 anos de autonomia política, temos uma mulher à frente do governo do Estado. Esse contexto nos convida a fortalecer cada vez mais a liderança feminina e a ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão”, afirmou.

Ao lado da secretária da Mulher, Simone Santiago, e do adjunto da Segov, Reginaldo Ferreira, o secretário, Luiz Calixto, destacou o momento histórico vivido pelo Acre. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O secretário também ressaltou o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento das lideranças femininas e enalteceu a governadora Mailza Assis, que não pôde estar presente por cumprir agenda internacional durante a Semana do Meio Ambiente, em Londres.

Entre as autoridades estavam a ex-governadora Iolanda Fleming, primeira mulher a governar um estado brasileiro; a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; a deputada federal Antônia Lúcia; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim/AC), Geovana Castelo Branco; representantes da OAB Acre, do Ministério Público do Acre (MPAC) e do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, além de estudantes e professores dos cursos de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Faculdade Anhanguera e da Estácio Unimeta.

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Com participação marcante, a ministra Cármem Lúcia interagiu com as autoridades e o público presente. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Também participaram do evento a secretária de Estado da Mulher, Simone Santiago; a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara; a presidente do Procon-Acre, Alana Albuquerque, entre outros servidores de órgãos e instituições e o público interessado na temática.

Em sua palestra, a coronel Martha Renata compartilhou os desafios enfrentados para se tornar a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Acre e refletiu sobre as barreiras culturais que ainda limitam a ascensão feminina aos espaços de poder.

“Ser a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Acre é uma honra, mas também uma grande responsabilidade. Sei que minha trajetória abre caminhos para que outras mulheres possam sonhar e ocupar espaços que durante muito tempo lhes foram negados”, destacou.

O encontro foi sediado no auditório da OAB-Acre e reuniu autoridades, estudantes e representantes de diversas instituições. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Ao abordar as desigualdades de gênero, a comandante-geral chamou atenção para a forma como a autoridade feminina ainda é percebida pela sociedade. “Muitas vezes, a sociedade legitima a autoridade da mulher apenas quando ela está restrita ao ambiente doméstico e familiar. Quando ela ocupa espaços de poder e decisão, ainda enfrenta resistência e preconceito”.

A coronel também destacou a necessidade de reconhecer a contribuição das mulheres em todos os setores. “As atividades desempenhadas pelas mulheres não são invisíveis. Elas são invisibilizadas. Existe uma diferença importante entre não existir e não ser reconhecida”.

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A ex-governadora Iolanda Fleming, primeira mulher a governar um estado brasileiro, estava entre os presentes. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Em sua palestra, a ministra Cármen Lúcia abordou a trajetória das mulheres na conquista de direitos e espaços de liderança. Segundo ela, embora a Constituição Federal estabeleça a igualdade entre homens e mulheres, essa ainda não é uma realidade plena no Brasil. “A luta por espaços de liderança continua porque a igualdade ainda não aconteceu. É um processo lento, que exige persistência e compromisso permanente.”

A ministra destacou ainda que a defesa dos direitos das mulheres não é uma pauta concluída, mas uma construção contínua da sociedade. “A luta por direitos é uma conquista permanente.”

Ao tratar da violência contra a mulher, Cármen Lúcia classificou o feminicídio como uma das maiores mazelas sociais da atualidade. Em um dos momentos mais emocionantes da palestra, declarou: “Os homens podem parar de nos matar, porque nós decidimos que não vamos morrer.”

Ao tratar da violência contra a mulher, Cármen Lúcia classificou o feminicídio como uma das maiores mazelas sociais da atualidade. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A ministra também refletiu sobre as diversas formas de discriminação ainda presentes no cotidiano e sintetizou sua mensagem em uma frase que deu o tom do encontro: “O preconceito se passa pelo olhar”, disse.

Realizado por meio do programa Desperte a Liderança que Existe em Você, o evento reafirmou o compromisso do governo do Acre com o fortalecimento da liderança feminina, a promoção da igualdade de gênero e a ampliação dos espaços de participação das mulheres na sociedade.

Fonte: Governo AC

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