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Mais de 500 pessoas já tiveram vidas transformadas após transplantes no Acre
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O Setembro Verde, campanha voltada à conscientização da sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, neste ano tem como tema: “Doe vida. Avise sua família. Seja a razão do amanhã de alguém”.
No Acre, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), sediada em Rio Branco, prepararam uma ampla programação para o mês, com o objetivo de mobilizar a população, fortalecer a cultura da doação e destacar os avanços alcançados no estado.
Desde o início dos programas de transplante no Acre, em março de 2006, foram realizados 553 procedimentos, beneficiando pacientes renais, hepáticos, oftalmológicos e com necessidade de tecidos musculoesqueléticos. Cada transplante mobiliza um contingente expressivo de profissionais. Em média, 30 participam diretamente da cirurgia e até 300 atuam de forma indireta, mostrando o empenho do poder público para que a Saúde do Estado funcione plenamente.
Somente em 2025, já foram realizados 24 transplantes, incluindo 7 renais, 4 de córnea, 11 de fígado e 2 de tecido ósseo, com mais 2 de córnea confirmados para a próxima quinta-feira, 4.

Para viabilizar essa realização, a Sesacre e a Fundhacre contam com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), especialmente quando há oferta de órgãos em outros estados. “Quero registrar meu agradecimento à Sejusp, pelo apoio fundamental nesse processo, que tem garantido a chegada de muitos órgãos e, consequentemente, a oportunidade de salvar vidas”, destaca o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.
Entretanto, o número de doações locais ainda é inferior à demanda. Entre os desafios enfrentados para superar o déficit, a recusa familiar ainda é o maior empecilho para que mais vidas sejam salvas. Em 2024, 50% das famílias abordadas se recusaram a autorizar a doação, impedindo que órgãos e tecidos fossem transplantados no Acre. Atualmente, há 30 pacientes aguardando transplante de fígado, 27 à espera de um rim, 211 na fila por córnea e 8 por transplante de tecido musculoesquelético.
“Devido à complexidade logística, muitas vezes perdemos doações, porque não há tempo hábil para que os órgãos cheguem ao Acre no prazo necessário, o que torna as doações locais extremamente importantes para tornar a fila mais célere. Por isso, estamos fazendo um apelo para que as pessoas manifestem em vida seu desejo de se tornarem doadoras”, explica o gestor.
Para realização dos transplantes de órgãos no Acre, Sesacre e Fundhacre contam com apoio da FAB e Sejusp. Foto: Gleison LuzPor isso, a campanha Setembro Verde reforça a importância de que a pessoa que tem intenção de doar órgãos converse com a família e registre formalmente a decisão, para que o gesto de solidariedade seja respeitado. “Cada negativa representa uma oportunidade perdida de transformar a vida de alguém que espera por um transplante ”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes do Acre, Celiane Alves.
Um único doador pode beneficiar até dez pessoas, com órgãos como coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e intestino, além de tecidos como córneas, ossos, pele, tendões e vasos sanguíneos.
O governo do Acre tem investido para ampliar o acesso aos transplantes, assegurando estrutura adequada, capacitação de equipes e parceria com o Ministério da Saúde. A Fundhacre consolida-se como referência na Região Norte, sendo o único hospital público da região a realizar transplantes de fígado desde 2014.
Hoje, a unidade realiza procedimentos de alta complexidade e oferece acompanhamento médico contínuo, evitando que pacientes precisem se deslocar para outros estados em busca de tratamento.

Na fila da esperança
Há quatro anos fazendo hemodiálise, Maria Rosenir Santos é uma das muitas pacientes que aguardam por um transplante de rim. “Minha mochila já está arrumada para qualquer momento que me ligarem. Vai ser um dia de muita felicidade para mim. Não é só o meu sonho, meus amigos que estão na fila também esperam por essa chance. Muita gente precisa não só de rins, mas de fígado, córneas; todos esses órgãos podem salvar vidas”, diz.
Sobre o diagnóstico, relata: “Quando recebi a notícia, não imaginava que era doença renal crônica, pensava que era algo mais simples. Um belo dia resolvi fazer exames e precisei ficar internada por 17 dias na Fundação. Descobrir a doença mudou completamente minha vida”.
A paciente também faz um apelo à população, para a conscientização sobre a doação de órgãos. “Eu sei que muitas famílias têm medo de doar, mas já imaginou que parte da sua família pode viver em outra pessoa, salvando vidas? Então, gente, doe amor, doe vida”, convida.

Primeiro transplante ósseo do Acre
No dia 3 de junho, a equipe da Fundhacre realizou o primeiro transplante de tecido ósseo do estado. A cirurgia, considerada de alta complexidade, teve apoio técnico do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) do Rio de Janeiro. O segundo transplante ósseo foi realizado no mesmo dia, comprovando que a equipe local está pronta para seguir avançando nesse tipo de procedimento.
A primeira paciente contemplada foi Nerian Brito, de 45 anos, vítima de um grave atropelamento em 2014. Desde então, enfrentava dores crônicas, mobilidade reduzida e uma longa espera por uma chance de voltar a andar. Mãe de dois filhos, formada em Pedagogia, costureira, e estudante de Direito, Nerian nunca parou.
Programação do Setembro Verde
A campanha Setembro Verde contará com uma série de ações educativas e de conscientização sobre a doação de órgãos ao longo do mês, na capital acreana. A abertura será no dia 22, das 8h30 às 10h, com mesa de autoridades, apresentação dos resultados dos transplantes realizados no estado, relatos de quatro pacientes transplantados e um café da manhã no auditório do Pronto-Socorro de Rio Branco, seguido de coletiva de imprensa às 10h.
Nos dias 23 e 25, serão realizadas palestras educativas e panfletagens com materiais informativos, incluindo distribuição de camisetas e garrafinhas da campanha, no salão de ambulatórios da Fundhacre e no terminal urbano do Centro.

No dia 24, das 17h30 às 21h, o Simpósio Regional de Doação e Transplantes de Órgãos e Tecidos será realizado no auditório do Centro Universitário do Norte (Uninorte), com temas como protocolo de morte encefálica, manutenção do potencial doador, comunicação de más notícias, realidade dos transplantes hepático, renal, de córnea e de tecido musculoesquelético, além de encenação sobre a entrevista familiar.
No dia 26, será realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Aleac) para debater a importância da doação de órgãos e a situação atual dos transplantes no Acre, com participação do Conselho Estadual de Saúde (CES), Sesacre, pacientes, equipes de transplantes da Fundhacre e Ministério Público do Estado.
A campanha será encerrada em 27 de setembro, às 16h, com a Caminhada da Doação de Órgãos, saindo da Universidade Federal do Acre (Ufac) em direção ao Lago do Amor, no bairro Ipê, com distribuição de panfletos, camisas, balões e garrafinhas.
“Essa programação foi pensada para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e também para valorizar cada profissional que se dedica a tornar os transplantes possíveis. É um trabalho que transforma e salva centenas de vidas. Estamos avançando a cada dia para fortalecer esse programa e tenho certeza de que ainda conseguiremos salvar muitas outras pessoas”, afirma a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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