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Marca pessoal para gerações emergentes: como transformar projetos e habilidades em oportunidades reais
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por Cristiany Sales*
Construir uma marca pessoal deixou de ser algo distante e passou a ser uma necessidade concreta, especialmente para quem está começando a trilhar sua carreira. Em um cenário cada vez mais competitivo, não basta ter boas ideias ou dominar determinadas habilidades — é preciso saber comunicar isso com clareza e propósito. É aqui que muitos talentos se perdem: fazem muito, mas mostram pouco. E, sem visibilidade, oportunidades acabam passando despercebidas.
Para as gerações emergentes, que já nasceram conectadas, existe uma vantagem importante: a familiaridade com ferramentas digitais e a possibilidade de criar e compartilhar projetos com facilidade. Ainda assim, transformar essas iniciativas em algo que realmente gere valor no mercado exige intencionalidade. Não se trata apenas de postar por postar, mas de construir uma narrativa coerente, que revele quem você é, no que acredita e como pode contribuir. Pequenos projetos, quando bem apresentados, têm o poder de abrir portas que antes pareciam distantes demais.
A trajetória de Edmirk Herculano, fundadora do movimento Compre de uma Mamãe, mostra com clareza como iniciativas simples, quando guiadas por propósito, podem alcançar resultados que antes pareciam distantes. Tudo começou em 2014, de forma discreta, a partir da decisão de empreender enquanto conciliava o cuidado com a maternidade — e, pouco a pouco, essa escolha passou a inspirar outras mulheres que buscavam o mesmo caminho. No Acre, o projeto foi ganhando força, abrindo novos espaços e mercados para o empreendedorismo materno e revelando que, mesmo diante dos desafios de equilibrar trabalho, filhos, casa e tempo pessoal, é possível construir autonomia e gerar renda. Hoje, prestes a completar 12 anos e reunindo mais de 1.500 mães cadastradas, a rede se consolidou como um importante ponto de apoio, especialmente para aquelas que foram afastadas do mercado de trabalho após a gestação ou que encontraram no empreendedorismo uma alternativa para recomeçar. Mais do que um grupo de vendas ou um coletivo como Compre de Uma Mamãe, o movimento se traduz, na prática, em um espaço de troca e crescimento, impulsionado por feiras que funcionam como verdadeiros laboratórios de experiência — onde cada conquista reforça a ideia de que, ao comprar de uma mãe, não se adquire apenas um produto, mas se contribui diretamente para a sustentabilidade de uma família inteira no Acre.
Um ponto que faz toda a diferença é entender que habilidades, por si só, não falam. Elas precisam ser demonstradas na prática. Participar de projetos, colaborar com outras pessoas, resolver problemas reais — tudo isso ajuda a dar forma à sua marca pessoal. Mais do que listar competências, é importante mostrar resultados, aprendizados e evolução ao longo do tempo. Isso gera confiança e aproxima você de quem está buscando exatamente o que você pode oferecer.
No fim das contas, construir uma marca pessoal é um processo contínuo, feito de consistência e autenticidade. Não existe fórmula pronta, mas existe um caminho: fazer, compartilhar, aprender e ajustar. Quem consegue alinhar suas habilidades com uma comunicação clara e verdadeira não apenas se destaca — cria oportunidades onde antes não havia. E, talvez o mais importante, passa a ser lembrado.
*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.); possui MBA em Controles Internos e Auditoria; pós-graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; graduada em Direito e Pedagogia.
Fonte: Governo AC
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Educação indígena e rural do Acre se fortalecem nos últimos oito anos
Quando se fala em fazer educação no Acre já se pensa nos desafios, sobretudo na logística, seja para transportar materiais de manutenção e revitalização para as escolas, seja levar merenda aos locais mais remotos ou mesmo levar um ensino de qualidade a todos os estudantes.
Mas todos esses desafios têm sido vencidos ano após ano pelo governo do Estado. Desde 2018 até agora, em 2026, os índices mostram uma evolução, não apenas no ensino, mas também nos benefícios e serviços que são ofertados à comunidade escolar.
Acre enfrenta o desafio e a logística de fazer educação na Amazônia.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“Temos desenvolvido ao longo dessa gestão, por determinação da governadora Mailza Assis, diretrizes para que a educação indígena e a do campo tenha a mesma qualidade da urbana. Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, disse o titular da SEE, Reginaldo Prates.
Para se ter uma ideia do quanto houve de evolução no ensino nas escolas rurais, em 2018 apenas 6% delas possui algum tipo de internet para interligar estudantes e professores ao mundo virtual. Agora, nada menos do que 33% dessas escolas possuem algum tipo de conectividade.
O governo do Estado trabalha para levar conexão a um maior número de escolas rurais e indígenas, e serviços estão avançando. Em 2018, outro dado importante, apenas 25% das escolas rurais possuíam banheiro. Agora, este percentual já chegou a 70%.
Entre os diversos serviços de manutenção está a cobertura das escolas.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
Outro dado que chama a atenção quando o assunto é levar uma educação de qualidade às comunidades rurais é que em 2018 apenas 37% das escolas possuíam água potável. Mas essa realidade vem mudando na medida em que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) implementa poços nas comunidades escolares. Esse percentual agora chega a 61% das escolas.
Mais de 53 milhões investidos
Para se ter uma ideia dos esforços que são realizados pelo governo do Estado na educação rural e também na educação indígena, desde 2022 até agora, já foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de escolas nos mais diversos municípios.
Escolas indígenas têm recebido investimentos importantes do governo do Acre.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No total, esses investimentos chegaram, no total das intervenções, em 144 escolas indígenas e em outras 263 escolas rurais, chegando a beneficiar, no total, 35.748 estudantes, dos quais 6.021 são de escolas indígenas e outros 29.727 de escolas da zona rural do Estado.
Nos serviços de manutenção que são realizados nas escolas estão a pintura predial, a substituição de barrotes, a troca de telhas, o cercamento da escola e a instalação do pórtico, intervenções nas salas de aula, nas cozinhas e nos refeitórios, nos banheiros, além de instalação de caixas d’água e construção de poços.
Destaque na região Norte
E por tudo o que o governo do Estado, por meio da SEE, tem feito nas escolas rurais e indígenas, o Acre tem se destacado na região Norte. Para se ter uma ideia, a educação indígena aparece com muita força quando se comparam os dados.
No Acre, no ano de 2026, as matrículas nas escolas indígenas atingem um total de 12.505 estudantes. O número representa 5,2% do total de matrículas no Estado na educação básica. A média nacional dessa modalidade fica em 0,8% e na Região Norte, como um todo, essa média não ultrapassa os 4,1% de matrículas na educação indígena em relação à educação básica.
Algumas escolas foram completamente reconstruídas, como a São Pedro.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No Acre, entre os municípios que ofertam educação indígena estão Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá, além de Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.
Mas é na educação rural onde o Acre se destaca. Agora em 2026 foram registradas 80.830 matrículas nessa modalidade de ensino, o que representa um total de 33,3% das matrículas da educação básica. Na comparação, a média nacional das matrículas rurais com a educação básica ficou em 16,6% e na Região Norte essa média ficou em 28,9%.
Escolas completamente revitalizadas para a comunidade escolar.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“No Acre, é preciso destacar que a logística para se fazer educação básica é desafiadora. Portanto, devemos levar em conta os diversos fatores, como a utilização de barcos e aviões para levar um ensino de qualidade aos estudantes e comemorar esses percentuais que nos colocam em evidência no cenário regional”, ressaltou o secretário Reginaldo Prates (SEE).
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Mardilson Gomes/SEE
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