Polícia
MPAC e Polícia Militar cumprem mandado de busca e apreensão por venda de terrenos clandestinos
Durante a ação, foram apreendidos uma quantia em dinheiro somando mais de 15 mil reais e aparelhos celulares utilizados pelos investigados.
ACRE
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), juntamente com a Polícia Militar, cumpriu nesta sexta-feira, 16, mandados de busca e apreensão em desfavor de duas pessoas acusadas de comercializarem lotes de terra em uma área de invasão, em Rio Branco.
Durante a ação, foram apreendidos uma quantia em dinheiro somando mais de 15 mil reais e aparelhos celulares utilizados pelos investigados.
Conforme levantamento feito com suporte do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área de terra localizada no bairro Irineu Serra, onde será construído um Centro Administrativo do Estado, vem sofrendo invasões, e denúncias apontaram que os responsáveis por negociar os lotes pertencem a uma organização criminosa com forte presença no estado.
Durante investigações feitas no local, um dos investigados teria apresentado como a pessoa que passa as orientações de como obter um lote de terra na invasão, cobrando o pagamento de R$ 200,00 referente a limpeza do terreno, e R$ 50,00 para a ligação da energia.
Já o segundo alvo da operação é um empresário, dono de uma loja onde os materiais para construção das casas poderiam ser adquiridos pelo valor de R$ 2,7 mil. Foi informado por ele, não haver problemas com a segurança na área de invasão, já que naquela região seria proibido roubar.
Os fatos que surgiram durante as investigações foram ao encontro da afirmação de que a invasão tem ligação com organização criminosa. Os levantamentos permitiram a expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular e autorização ao acesso a aparelhos eletrônicos dos investigados.
ACRE
Acre e Ucayali reforçam necessidade de integração em ata da 1ª Reunião do Comitê de Fronteira Centro Brasil-Peru
As delegações do Acre e de Ucayali avançaram nas discussões sobre ações conjuntas em benefício das populações da faixa de fronteira, durante a 1ª Reunião do Comitê de Fronteira Centro Brasil-Peru, realizada na cidade de Pucallpa, no departamento de Ucayali, nesta sexta-feira, 17.
Autoridades destacaram a importância da parceria. Foto: Pedro Devani/Secom.Ao final do encontro, uma ata foi publicada firmando intenções de compromissos que poderão se tornar acordos internacionais, após validação dos Ministérios das Relações Exteriores do dois países.
Durante o evento, autoridades diplomáticas destacaram a importância do comitê como mecanismo bilateral para impulsionar o desenvolvimento regional e ampliar a cooperação entre Ucayali e o estado do Acre. Também foi ressaltada a relação histórica entre os dois países e o potencial de iniciativas conjuntas nas áreas econômica, social e cultural.

Ao longo do dia, alguns eixos foram discutidos, como conectividade e segurança transfronteiriça; facilitação do comércio e turismo, além de assuntos sociais e ambientais. Entre os destaques, o incentivo à integração aérea entre as regiões, além da participação conjunta em feiras comerciais e turísticas, como a Expoamazônica, no lado peruano, e a Expoacre e Expoacre Juruá, no Acre.
Ficou definido que os resultados do encontro serão apresentados na próxima reunião da Comissão Vice-Ministerial de Integração Fronteiriça Peru–Brasil. Foto: Pedro Devani/Secom.Na área social, os países assumiram compromissos voltados à melhoria dos serviços públicos, com foco em saúde, educação, meio ambiente e cultura, especialmente para as populações mais vulneráveis da região de fronteira.
Como encaminhamento, ficou definido que os resultados do encontro serão apresentados na próxima reunião da Comissão Vice-Ministerial de Integração Fronteiriça Peru–Brasil. A segunda edição do Comitê deverá ocorrer no estado do Acre, em data a ser definida por via diplomática.
Procuradoria-Geral do Estado, Janete Melo. Foto: Pedro Devani/Secom“Esse encontro foi um marco histórico e reforçou o compromisso bilateral com a integração amazônica e a busca por soluções conjuntas para desafios comuns nas regiões de fronteira”, destacou a procuradora-geral do Estado do Acre, Janete Melo, que representou a governadora Mailza Assis durante o evento.
Também representou o Acre, Ítalo Medeiros, da Casa Civil. Foto: Pedro Devani/Secom.Para o governador de Ucayali, Manuel Gambini, a relação do Peru com o Brasil só tende a melhorar com a criação desse comitê.

“Nós temos uma grande necessidade no lado peruano que é o compartilhamento de ações de saúde, segurança e educação. Além disso, precisamos manter a unidade para realizar nossos grandes sonhos, um deles é a construção de uma ferrovia com acesso ao Brasil”, disse o governador.
Conheça as principais propostas da 1ª Reunião do Comitê de Fronteira Centro Brasil-Peru
Comissão de Conectividade, Integração e Segurança Transfronteiriça
Empresas privadas devem também participar da parceria. Foto: Pedro Devani/Secom.Os representantes do eixo ressaltaram a importância de realizar ações binacionais que fortaleçam a integração aérea entre Ucayali e Acre, com o objetivo de melhorar a conectividade, o comércio e o turismo entre suas populações. Destacaram que contam com o apoio de empresas privadas que oferecem esse tipo de serviço, as quais avaliarão rotas transfronteiriças entre as duas regiões.
Comissão de Facilitação do Comércio e Turismo
Delegações concordaram na parceria internacional durante as feiras. Foto: Pedro Devani/Secom.Ambas as delegações comprometeram-se a enviar delegações às principais feiras comerciais e turísticas organizadas por cada região. Ucayali realizará a ExpoAmazônica em setembro, enquanto Acre organizará a Expoacre Jurá em junho e a Expoacre em julho de 2026.
Comissão de Assuntos Sociais e Meio Ambientais
Durante as tratativas foram firmados acordos entre os dois países. Foto: Pedro Devani/Secom.Os delegados dos dois países assumiram compromissos executivos em diversas áreas, como saúde, meio ambiente, educação e cultura, com o objetivo de melhorar a prestação de serviços públicos às populações mais vulneráveis das regiões de fronteira.


Foto: Pedro Devani/Secom.
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