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Roubos de celulares no Acre apresentam redução de 18,74%
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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) divulgou novos dados sobre roubos e furtos de celulares em todo o estado. Segundo dados divulgados pela Diretoria de Inteligência e Departamento Integrado de Estatística e Analise Criminal da pasta, o comparativo de roubo de celular de janeiro a junho no estado do Acre, redução de 18,74% de 2024 para 2025, já nos furtos de celular a redução do primeiro semestre foi de 3,37%.

Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a diminuição demonstra que o trabalho integrado das forças de segurança tem gerado resultado positivo. “Essa redução de mais de 18% nos casos de roubos e furtos de celulares mostra que nossas estratégias estão no caminho certo. Estamos investindo em inteligência policial, ampliando a presença nas ruas e aprimorando os sistemas de investigação. É um resultado concreto, que impacta diretamente na sensação de segurança da população. Seguiremos firmes, com transparência e foco na proteção dos cidadãos”, disse.

Dados anteriores
Segundo dados do Anuário da Segurança Pública, divulgados no fim de julho deste ano houve uma redução de 18,05% no número total de roubos e furtos de celulares entre 2023 e 2024 no Acre. Os números registrados em 2023 pelo documento apontam 4.360 casos de roubos ou furtos dos aparelhos. Já em 2024, o número caiu para 3.573 casos. Ainda de acordo com o levantamento, em 2023 foram 172 celulares recuperados, enquanto que em 2024 foram 332, o que representa um aumento de 93% no número de recuperados.
O estado já vinha em tendência de queda em relação a esse crime, quando em 2022 foi observada redução considerável no número de roubos. No Acre, esse tipo de ocorrência teve queda de 50,9%, com 356,4 casos a cada cem mil habitantes registrados naquele ano, contra 174,9 em 2023. Em relação ao número de furtos, houve queda de 9,2%, com 208,5 registros a cada cem mil habitantes em 2022 e 189,4 em 2023.

Celular Seguro
O Acre aderiu, em 2023, ao programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Celular Seguro, que possibilita o bloqueio das linhas, dispositivos e aplicativos digitais às vítimas de furto e roubo. O acesso é feito por meio do login do gov.br, via site ou aplicativo nas lojas Google e Apple.

O cadastro é simples e é possível escolher o tipo de bloqueio desejado: apenas da linha ou aparelho, apenas em instituições financeiras parceiras, ou ambos simultaneamente. Ao enviar um alerta, o sistema exibe uma confirmação visual antes do envio, evitando acionamentos acidentais e oferecendo mais segurança ao usuário.
Fonte: Governo AC
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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre
Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.
Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.
“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.
“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.
Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.
“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.
Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.
“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.
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Foto: Cleiton Lopes
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