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A mecanização como investimento estratégico na agricultura moderna

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Se no passado a prioridade era expandir e aumentar a escala, atualmente os produtores analisam os seus investimentos com muito mais critério. As máquinas precisam estar alinhadas com o tipo de solo, o sistema de produção e a estratégia agronómica adotada. Assim, a mecanização transforma-se numa decisão estratégica — e não apenas numa substituição automática de equipamento.

A Duijndam Machines acompanha diariamente esta evolução do mercado. Cada vez mais agricultores procuram soluções que se adaptem às necessidades específicas da sua exploração, seja através de máquinas novas ou de equipamentos usados cuidadosamente selecionados.

Da capacidade máxima ao rendimento ideal

Uma tendência clara na agricultura moderna é a transição da busca pela capacidade máxima para a procura do melhor rendimento por hectare. Nem todas as situações exigem a máquina de maior dimensão; muitas vezes, flexibilidade e precisão são fatores mais determinantes do que a largura de trabalho.

Isto é particularmente relevante em contextos como:

  • Rotação diversificada de culturas,
  • Diferentes tipos de solo dentro da mesma exploração,
  • Picos sazonais de trabalho,
  • Maior atenção à saúde e estrutura do solo.

No caso das máquinas de mobilização do solo — como cultivadores, enxadas rotativas e preparadores de cama de sementeira — cresce a preocupação em escolher equipamentos adequados às reais necessidades do terreno. A máquina certa contribui para uma estrutura de solo equilibrada e operações mais eficientes, evitando investimentos desnecessariamente elevados.

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Também nas máquinas de sementeira e plantação, a precisão tornou-se essencial. Uma emergência uniforme das plantas começa com a colocação exata da semente ou do tubérculo. Investir em tecnologia adequada reflete-se, mais tarde, em maior homogeneidade da cultura e melhores resultados produtivos.

Equipamentos usados como escolha consciente

Se no passado as máquinas usadas eram vistas como alternativa temporária, hoje representam uma opção estratégica e plenamente justificada. No setor agrícola, onde muitos equipamentos são robustos e concebidos para longa duração, o mercado de segunda mão oferece oportunidades interessantes.

Entre as principais vantagens destacam-se:

  • Menor investimento inicial e melhor gestão do fluxo financeiro,
  • Disponibilidade imediata, evitando longos prazos de entrega,
  • Contributo para uma utilização mais sustentável dos recursos,
  • Solução viável para explorações que combinam diferentes estratégias de cultivo.

Máquinas de mobilização do solo ou de sementeira bem mantidas podem continuar a operar de forma fiável durante muitos anos. Para muitos produtores, esta é uma forma equilibrada de modernizar o parque de máquinas sem assumir encargos financeiros excessivos.

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A fiabilidade como fator decisivo

Na agricultura, o tempo é determinante. Uma avaria durante a sementeira, plantação ou preparação do solo pode comprometer o calendário agrícola e afetar diretamente a produtividade. Por isso, a fiabilidade continua a ser o critério central em qualquer decisão de mecanização.

Cada vez mais, os agricultores optam por fornecedores que realizam inspeções técnicas rigorosas, efetuam revisões quando necessário e oferecem aconselhamento transparente sobre a durabilidade e a aplicabilidade dos equipamentos. O preço de aquisição é importante, mas a segurança operacional durante os períodos críticos é fundamental.

Segundo a Duijndam Machines, é precisamente neste ponto que reside o verdadeiro valor acrescentado: analisar a aplicação prática na exploração e garantir que a máquina corresponde às condições reais de trabalho no campo.

Quer saber mais sobre mecanização adequada para a sua exploração agrícola?

Consulte o nosso site para conhecer a oferta atual ou entre em contacto connosco para aconselhamento personalizado.

Fonte: Duijndam Machines

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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