AGRONEGÓCIO
Ações de Xangai batem máxima de 10 anos com foco em chips e inteligência artificial
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As bolsas chinesas registraram forte valorização nesta sexta-feira, com o índice de Xangai atingindo seu nível mais alto em uma década. O avanço foi impulsionado pelo desempenho de ações de tecnologia, especialmente de fabricantes de chips e empresas de inteligência artificial, após sinais de que Pequim priorizará a autossuficiência tecnológica.
Xangai registra melhor semana em dois meses
O índice de Xangai (SSEC) fechou com alta de 0,71%, alcançando 3.950 pontos, seu patamar mais alto desde agosto de 2015. O avanço marcou o encerramento de uma das melhores semanas em dois meses, impulsionada pela confiança do mercado em metas econômicas mais firmes e políticas de estímulo à tecnologia.
O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,18%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,74%, fechando a 26.160 pontos.
China reforça aposta em tecnologia e autossuficiência
Na quinta-feira, a elite do Partido Comunista da China, em uma reunião plenária de quatro dias, prometeu intensificar esforços para alcançar a autossuficiência tecnológica. A decisão traz otimismo aos investidores em meio às incertezas comerciais entre China e Estados Unidos, já que uma reunião bilateral está prevista para a próxima semana na Coreia do Sul.
O Goldman Sachs destacou que a definição de tecnologia e segurança como prioridades estratégicas para 2026-2030 reflete a busca chinesa por “crescimento de alta qualidade” e “segurança de alto nível”, consolidando a política de desenvolvimento tecnológico de longo prazo.
Bolsas asiáticas apresentam resultados mistos
Além de Xangai, outros mercados asiáticos registraram movimentações expressivas nesta sexta-feira:
- Tóquio (Nikkei 225): +1,35%, a 49.299 pontos
- Seul (KOSPI): +2,50%, a 3.941 pontos
- Taiwan (TAIEX): -0,42%, a 27.532 pontos
- Singapura (Straits Times): +0,26%, a 4.427 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): -0,15%, a 9.019 pontos
Os resultados refletem a confiança em políticas de tecnologia na China, mas também mostram volatilidade em mercados sensíveis a riscos globais e regionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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