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Açúcar enfrenta volatilidade global: superoferta, desafios climáticos e exportações brasileiras marcam 2025 e moldam 2026

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Panorama geral: 2025 foi um ano de queda e incertezas no mercado do açúcar

O mercado global do açúcar em 2025 foi caracterizado por instabilidade, influências geopolíticas e impactos climáticos que pressionaram os preços da commodity. Segundo balanço da StoneX, o setor enfrentou um cenário de oferta elevada, retração da demanda e volatilidade acentuada, consolidando uma tendência de baixa nos preços internacionais.

A instituição divulgará, no dia 27 de janeiro, o Relatório de Perspectivas para Commodities, que trará uma análise detalhada sobre o mercado de açúcar, além de previsões para outras commodities agrícolas, energéticas e metálicas. O relatório poderá ser baixado gratuitamente.

Preços em forte queda e excesso de oferta global

O açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York encerrou 2025 em queda pelo segundo ano consecutivo. O contrato março/26 foi cotado a US¢ 15,01/lb em 31 de dezembro, registrando uma desvalorização de 22,1% — a maior desde 2017.

Esse recuo reflete um mercado sobreofertado, mesmo após o déficit global no ciclo 2024/25. O acúmulo de estoques na Ásia e na África, somado ao recorde brasileiro de exportações, intensificou a pressão sobre os preços. Além disso, países como Índia e China reduziram o consumo e as importações, contribuindo para a consolidação do viés baixista.

Tentativas de recuperação frustradas pela fraca demanda

Apesar de um início de ano que indicava recuperação, o mercado mostrou fragilidade. As entregas recordes nos contratos de março e maio em Nova York — ultrapassando 34 mil lotes (1,75 milhão de toneladas) — evidenciaram a baixa demanda física. O sentimento negativo persistiu ao longo de 2025, levando o contrato NY#11 a atingir US¢ 14/lb em novembro.

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Recuperação asiática impulsiona oferta, mas mantém pressão sobre os preços

Na Ásia, o cenário mudou ao longo do ano. A Índia, após perdas expressivas em 2024/25, voltou a projetar uma safra superior a 30 milhões de toneladas, favorecida por chuvas abundantes. O país também liberou uma nova cota de exportação de 1,5 milhão de toneladas.

Enquanto isso, a China aumentou suas importações para 4,8 milhões de toneladas, mas o acréscimo foi insuficiente para sustentar os preços diante da ampla oferta e da recomposição dos estoques globais.

Brasil mantém protagonismo nas exportações

Mesmo com um ano de instabilidade climática, o Centro-Sul do Brasil manteve a moagem acima de 600 milhões de toneladas na safra 2025/26. A produção de açúcar deve encerrar o ciclo em 40,2 milhões de toneladas, sustentada pela estratégia das usinas em priorizar o mix açucareiro e pelos investimentos no setor.

O Brasil continua como principal fornecedor global, contribuindo para o equilíbrio da oferta mundial, mas também reforçando a pressão sobre as cotações internacionais.

Cenário global: superávit, retração da demanda e tensão geopolítica

A StoneX projeta um superávit global de 3,7 milhões de toneladas para 2025/26, acompanhado de revisões negativas no consumo — especialmente nos Estados Unidos e na China.

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A combinação entre excesso de oferta e retração da demanda levou fundos especulativos a aumentar posições vendidas, reforçando a tendência de queda. Ao mesmo tempo, tensões geopolíticas na Caxemira e entre Tailândia e Camboja elevaram a percepção de risco e contribuíram para a volatilidade dos preços.

Perspectivas para 2026: disputa entre açúcar e etanol deve definir o mercado

Para 2026, o mercado brasileiro deve ser influenciado pela competição entre açúcar e etanol. No início da safra 2026/27, espera-se que as usinas priorizem o etanol devido à melhor rentabilidade, embora o aumento da moagem de cana — prevista em 620 milhões de toneladas — e a expansão da produção de etanol de milho limitem ganhos significativos para o biocombustível.

Mesmo com possível redução do mix açucareiro, o maior volume de cana e o aumento do ATR devem garantir excedentes de açúcar para exportação acima de 35 milhões de toneladas.

No mercado externo, o alto volume exportado pelo Brasil em 2025 recompôs estoques e reduziu a demanda no início de 2026. A tendência é de leve recuperação das importações no segundo semestre, mas com a oferta ainda superando a demanda, o cenário continuará pressionado.

A velocidade das exportações brasileiras será determinante: caso surja expectativa de déficit global em 2026/27, as importações podem crescer novamente, elevando a volatilidade no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais oscilam após decisões de juros; Selic a 14,25% e commodities pressionam mercados e ações do agro

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Os mercados financeiros globais operam em clima de cautela nesta quinta-feira (18), após as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros norte-americanos inalterados, reforçando o discurso de vigilância sobre a inflação.

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em leve baixa, refletindo ajustes dos investidores após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar comercial voltou a operar acima de R$ 5,14, em meio às preocupações com o cenário internacional e as perspectivas para a inflação global.

Selic cai para 14,25% e mercado avalia próximos passos

O Banco Central promoveu o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Apesar do movimento de flexibilização monetária, a autoridade monetária sinalizou cautela diante da persistência de riscos inflacionários e das incertezas externas.

Analistas avaliam que futuras reduções dependerão do comportamento da inflação, da atividade econômica e do ambiente internacional, especialmente das decisões do Fed e das oscilações dos preços das commodities.

Bolsas internacionais têm desempenho misto

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street registravam alta moderada, sustentados pelo alívio geopolítico no Oriente Médio e pela expectativa de estabilidade econômica após a reunião do Fed.

Na Europa, o cenário foi mais cauteloso. O índice DAX, da Alemanha, operava próximo da estabilidade, enquanto CAC 40, da França, e FTSE 100, do Reino Unido, registravam leves perdas.

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Na Ásia, o fechamento foi misto. O destaque positivo ficou para Japão e Coreia do Sul, com ganhos expressivos dos índices Nikkei e Kospi. Em contrapartida, Hong Kong recuou fortemente, pressionada pelas expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos.

Fechamento dos principais índices asiáticos
  • Nikkei (Japão): +1,65%
  • Kospi (Coreia do Sul): +2,25%
  • Taiex (Taiwan): +1,28%
  • Straits Times (Singapura): +0,70%
  • CSI300 (China): +0,21%
  • SSEC (Xangai): -0,43%
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,59%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,62%
Tecnologia lidera ganhos na China

As ações de tecnologia chinesas foram destaque positivo após a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China anunciar medidas de incentivo à inovação e ao financiamento de empresas de setores considerados estratégicos.

Entre os segmentos priorizados estão inteligência artificial, computação quântica, fusão nuclear e interfaces cérebro-computador. O anúncio impulsionou principalmente as empresas listadas nos mercados voltados à inovação tecnológica.

O índice STAR 50, referência para empresas de tecnologia na China, avançou quase 4%, alcançando novo recorde de fechamento. O movimento reforça o interesse do governo chinês em acelerar investimentos em tecnologias de próxima geração.

Petróleo recua e pressiona ações ligadas a commodities

Outro fator relevante para os mercados foi a queda dos preços internacionais do petróleo após avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. A redução das tensões geopolíticas diminuiu o prêmio de risco incorporado à commodity.

No Brasil, o movimento tende a pressionar ações do setor petrolífero, como Petrobras e Prio. Já o minério de ferro apresentou viés de baixa nos mercados asiáticos, o que pode limitar o desempenho de empresas exportadoras ligadas ao setor mineral.

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Para o agronegócio, a trajetória das commodities energéticas segue sendo um dos principais fatores de influência sobre custos de produção, logística, fertilizantes e margens de exportação.

Mercado corporativo movimenta a Bolsa brasileira

Entre os destaques corporativos do dia estão:

  • Aprovação de dividendos e juros sobre capital próprio por grandes companhias brasileiras;
  • Novo programa de recompra de ações da Ultrapar;
  • Aprovação, pelo Cade, da aquisição do controle da Brava Energia pela Ecopetrol;
  • Expectativas sobre os próximos balanços corporativos e seus impactos sobre o desempenho do Ibovespa.
Perspectivas para o agronegócio

O cenário atual combina fatores positivos e desafios para o setor agropecuário. A redução da Selic tende a favorecer o crédito e os investimentos produtivos, enquanto a valorização do dólar continua beneficiando exportadores brasileiros.

Por outro lado, as oscilações nas commodities globais, a política monetária norte-americana e o comportamento da economia chinesa permanecem no radar dos produtores, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio.

Nos próximos dias, investidores acompanharão atentamente os desdobramentos da política monetária global, a evolução dos preços de petróleo e minério de ferro e os indicadores econômicos da China e dos Estados Unidos, que continuam sendo determinantes para os mercados e para o desempenho das commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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