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Açúcar recua nas bolsas internacionais com projeção de safra recorde no Brasil e oferta global elevada

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O mercado do açúcar atravessa uma semana marcada por intensa volatilidade nas bolsas internacionais. Após registrar quedas expressivas na terça-feira (21), os contratos futuros da commodity voltaram a buscar estabilidade nesta quarta-feira (22), influenciados por projeções de safra recorde no Brasil e expectativa de ampla oferta global.

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de março/26 encerrou a terça em queda de 3%, cotado a 15,24 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de maio/26 recuou para 14,75 centavos. Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou desvalorização, com o contrato de dezembro/25 caindo para US$ 433,40 por tonelada e o de março/26 para US$ 431,10 por tonelada.

No pregão seguinte, os preços reagiram levemente, acompanhando um movimento de recuperação técnica. Em Nova York, o contrato de março/26 subiu 0,85%, negociado a 15,37 centavos, e o de maio/26 avançou 0,88%, para 14,88 centavos. Em Londres, o contrato de dezembro/25 também se valorizou, alcançando US$ 438,50 por tonelada (+1,18%).

Datagro projeta safra recorde no Centro-Sul em 2026/27

De acordo com a consultoria Datagro, o Brasil deve alcançar um novo recorde de produção de açúcar na safra 2026/27, com 44 milhões de toneladas — um crescimento de 3,9% em relação ao ciclo atual. A moagem de cana está estimada em 625 milhões de toneladas, frente às 607,38 milhões da safra 2025/26.

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Durante congresso da consultoria, o presidente Plinio Nastari destacou que o resultado é reflexo da recuperação das lavouras e de condições climáticas mais favoráveis esperadas para o segundo terço da próxima safra. Segundo ele, a moagem pode variar entre 605 e 640 milhões de toneladas, dependendo do regime de chuvas no primeiro semestre de 2026.

A Datagro também prevê mix açucareiro estável, com cerca de 52% da cana destinada à produção de açúcar, enquanto a fabricação de etanol deve cair. Em 2025/26, a priorização do adoçante elevou a produção em 3,1% em relação ao ciclo anterior.

Etanol perde espaço e preços recuam com gasolina mais barata

A valorização do açúcar e a redução dos preços da gasolina no Brasil estão impactando diretamente o mercado de etanol. Com a menor competitividade do biocombustível, as usinas aumentam a destinação de cana para o açúcar, o que amplia a oferta global da commodity.

O Indicador Diário Paulínia mostrou retração de 0,37% no preço do etanol hidratado, negociado a R$ 2.846,50 por metro cúbico. Já o açúcar cristal medido pelo Cepea/Esalq (USP) registrou queda de 1,09%, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 113,55.

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Mesmo com a queda recente, a produção de etanol de milho segue em expansão. A Datagro estima crescimento de até 3,5 bilhões de litros na safra 2026/27, impulsionado pela entrada de novas usinas e maior competitividade frente ao etanol de cana.

Oferta global amplia pressão sobre os preços

Além da maior produção brasileira, o cenário internacional também contribui para a pressão baixista sobre os preços do açúcar. Índia e Tailândia, dois dos principais produtores da Ásia, iniciaram suas safras com boas perspectivas, reforçando o quadro de ampla oferta mundial.

Com o aumento da produção nos principais polos globais e os efeitos da política de combustíveis no Brasil, o mercado segue atento à evolução das condições climáticas e à estratégia das usinas nas próximas semanas, que devem definir o comportamento dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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