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Açúcar se recupera no fim da semana, mas ainda acumula queda no mês de fevereiro

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Alta nas bolsas internacionais marca o encerramento da semana

O mercado global de açúcar encerrou a sexta-feira (20) em terreno positivo, revertendo parte das perdas observadas nos últimos dias. Na ICE Futures, em Nova York, o contrato do açúcar bruto com vencimento em março/26 subiu 0,23 cent, encerrando a 14,30 centavos de dólar por libra-peso.

Os demais contratos também acompanharam o movimento de valorização:

  • Maio/26: alta de 0,17 cent, cotado a 13,87 cents/lbp;
  • Julho/26: ganho de 0,16 cent, fechando a 13,82 cents/lbp;
  • Outubro/26: avanço de 0,15 cent, atingindo 14,12 cents/lbp.

As altas mostram um movimento de correção após a pressão negativa registrada no início da semana.

Mercado europeu acompanha tendência positiva

Na ICE Futures Europe, o desempenho também foi de recuperação. O açúcar branco para maio/26 teve valorização de US$ 3,30, encerrando a US$ 406,60 por tonelada.

Os contratos seguintes seguiram a mesma direção:

  • Agosto/26: alta de US$ 4,50, para US$ 403,70;
  • Outubro/26: ganho de US$ 4,50, cotado a US$ 403,20 por tonelada.

O resultado reflete uma melhora no sentimento dos investidores, em meio a ajustes no mercado internacional.

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Decisão da Suprema Corte dos EUA movimenta o mercado

O avanço nas cotações foi influenciado por uma decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, que revogou tarifas comerciais implementadas durante o governo de Donald Trump.

De acordo com análises de mercado, a medida tende a favorecer o aumento das exportações brasileiras para os Estados Unidos, elevando a competitividade do produto nacional e mudando a dinâmica da oferta global. Essa expectativa gerou um impulso imediato nos preços do açúcar bruto e refinado nas bolsas internacionais.

Preços no Brasil seguem em queda

No cenário doméstico, o movimento foi oposto. O Indicador Cepea/Esalq apontou recuo de 1,42% no preço do açúcar cristal branco, que fechou a R$ 100,45 por saca de 50 kg nesta sexta-feira (20).

Mesmo com a recuperação nas bolsas externas, o mercado físico paulista acumula queda de 4,23% em fevereiro, refletindo o enfraquecimento da demanda interna e o ajuste nas usinas diante do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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