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Açúcar se Valoriza nas Bolsas Internacionais e Reflete no Mercado Interno Brasileiro

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Açúcar nas Bolsas Internacionais Registra Alta

O mercado global de açúcar apresentou valorização nesta quarta-feira (18/03/2026), com reflexo direto nas negociações do mercado físico brasileiro.

Na ICE Futures de Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta:

  • Maio/26 avançou 0,35 cent, encerrando em 14,80 cents de dólar por libra-peso;
  • Julho/26 subiu 0,32 cent, a 14,94 cents/lbp;
  • Outubro/26 ganhou 0,28 cent, a 15,29 cents/lbp.

Os contratos com vencimentos mais longos também acompanharam o movimento positivo, impulsionados pela demanda internacional e expectativas de ajuste na oferta global.

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência:

  • Maio/26 negociado a US$ 437,40/ton, alta de US$ 11,40;
  • Agosto/26 subiu US$ 10,20, a US$ 435,30/ton;
  • Outubro/26 avançou US$ 8,40, fechando a US$ 435,90/ton.
Mercado Interno Brasileiro Reage às Oscilações Globais

Em São Paulo, o indicador do açúcar cristal branco calculado pelo CEPEA/ESALQ registrou valorização nesta quarta-feira, sendo negociado a R$ 98,16 por saca de 50 kg, alta de 1,08% no dia.

Apesar do avanço, o indicador ainda acumula queda de 0,44% em março, refletindo a pressão recente sobre os preços do mercado físico e a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda interna.

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Etanol Hidratado Recua em Paulínia

O Indicador Diário Paulínia (SP), também do CEPEA/ESALQ, apontou recuo no preço do etanol hidratado, negociado a R$ 3.023,00/m³, queda de 0,54% em relação ao fechamento anterior.

No acumulado do mês, entretanto, o indicador registra alta de 1,77%, refletindo ajustes sazonais e a relação com o preço do açúcar, uma vez que a cana-de-açúcar é utilizada tanto na produção de açúcar quanto de etanol.

Perspectivas para o Mercado

O movimento positivo nas bolsas internacionais, aliado à demanda interna estabilizada, indica que o mercado brasileiro de açúcar acompanha de perto os fatores externos, enquanto o etanol permanece sensível às condições de oferta e aos preços da commodity.

Analistas destacam que os próximos dias serão influenciados por:

  • Evolução da demanda internacional por açúcar;
  • Relação entre preço do açúcar e etanol;
  • Condições climáticas que impactam a safra de cana;
  • Fluxo de exportações e logística interna.

Esses fatores devem guiar a formação de preços e a estratégia de comercialização para os produtores brasileiros ao longo das próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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