AGRONEGÓCIO
Agrex do Brasil realiza primeiro embarque de soja no Porto de Aratu e amplia corredor logístico na Bahia
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Novo corredor de exportação fortalece logística no Nordeste
A Agrex do Brasil realizou o primeiro embarque de soja no Porto de Aratu, na Bahia, em abril. A operação consolida a abertura de um novo corredor logístico para exportação de grãos e amplia a presença da companhia em uma das regiões estratégicas para o escoamento da produção agrícola brasileira.
O movimento representa um avanço na integração entre originação, logística e exportação, com foco na diversificação de rotas e maior eficiência operacional.
Estratégia de expansão e visão de longo prazo
Segundo o COO da Agrex & Synagro, Rafael Ughini Villarroel, o embarque simboliza um passo relevante dentro do plano de crescimento da empresa.
“Essa iniciativa abre novas possibilidades e nos prepara para os próximos passos da expansão como originadora de grãos e exportadora”, afirmou o executivo.
A companhia destaca que a estratégia está alinhada à visão de longo prazo do Grupo Mitsubishi, com foco em operações integradas e otimização da cadeia produtiva.
Integração logística e ganho de eficiência operacional
O diretor de Commodities, Alexandre Beffart, reforçou que a nova rota fortalece a integração entre produção e destino final, ampliando a segurança e a eficiência da cadeia.
Segundo ele, o embarque representa um avanço na diversificação dos corredores de exportação e na ampliação da presença logística da empresa em regiões-chave do país.
O objetivo é reduzir gargalos operacionais e ampliar a competitividade no mercado internacional de grãos.
Desafios técnicos e viabilização do primeiro navio
De acordo com o gerente nacional de Infraestrutura e Logística, Edson Dantas, a operação exigiu ajustes técnicos relevantes, especialmente relacionados à profundidade do terminal para receber embarcações de grande porte.
Para viabilizar o embarque inicial, a área de trading estruturou a operação para um navio com maior capacidade, permitindo o carregamento de aproximadamente 57,9 mil toneladas de soja.
Nova alternativa para exportação de grãos
Com a consolidação do corredor em Aratu, a Agrex passa a contar com mais uma alternativa estratégica para exportação de grãos, alinhada às condições logísticas da região Nordeste.
A empresa avalia que a estrutura também poderá apoiar futuras operações com outras culturas, como sorgo, ampliando o portfólio comercial.
“Esse movimento fortalece nossa atuação tanto na originação quanto na comercialização de insumos”, destacou Dantas.
Conclusão
O primeiro embarque de soja no Porto de Aratu marca um avanço relevante na estratégia logística da Agrex do Brasil, reforçando a diversificação de rotas e a eficiência operacional no escoamento de grãos. O projeto integra a expansão estruturada da companhia e consolida o papel do Nordeste como corredor crescente para exportações do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil
Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.
Fonte: Pensar Agro
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