AGRONEGÓCIO
Agronegócio impulsiona valorização recorde das terras em Mato Grosso, com propriedades bilionárias à venda
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Entre 2019 e 2024, os valores das terras agrícolas e de pastagem no Brasil tiveram alta superior a 110%, quase quatro vezes maior que a inflação acumulada no período (33,63%). O crescimento expressivo reflete o avanço do agronegócio brasileiro, que em 2025 deve colher uma safra recorde de 339,6 milhões de toneladas, puxada pela soja.
Mato Grosso lidera o ranking das fazendas mais caras do País
Segundo dados da plataforma especializada Chãozão, quatro das dez propriedades rurais mais caras à venda no Brasil estão em Mato Grosso, incluindo as três primeiras colocadas. Destaque para uma fazenda em Nova Ubiratã, com 66 mil hectares, avaliada em R$ 5,8 bilhões — a mais cara do ranking. A propriedade conta com casa sede de luxo, pista de pouso homologada para jatos e infraestrutura completa para agricultura e pecuária.
Fatores que impulsionam a valorização das terras em Mato Grosso
Geórgia Oliveira, CEO da Chãozão, explica que a valorização acompanha a expansão do agronegócio, especialmente no Centro-Oeste e nas fronteiras agrícolas como Matopiba e Sealba. Entre os motivos que sustentam essa alta estão:
- Alta rentabilidade das culturas de soja, milho e algodão, impulsionada pela valorização internacional das commodities;
- Demanda global crescente por alimentos, com o Brasil e Mato Grosso na liderança da produção;
- Melhorias na infraestrutura logística, incluindo rodovias, ferrovias e portos, que reduzem custos e aumentam a competitividade;
- Entrada de fundos de investimento e capital estrangeiro, aquecendo o mercado;
- Adoção de tecnologias agrícolas avançadas, que aumentam a produtividade e expandem áreas cultiváveis.
Mato Grosso atrai investimentos bilionários e cresce na produção
No último ano, a procura por terras em Mato Grosso aumentou significativamente, especialmente ao longo do eixo da BR-163, uma rota estratégica para o escoamento da produção. Grandes negócios são realizados com discrição, como as recentes aquisições feitas pelo Grupo Bom Futuro — que ampliou sua área para mais de 650 mil hectares no Estado.
Infraestrutura e agroindústria impulsionam o mercado local
O avanço da agroindústria, principalmente com a instalação de 17 biorrefinarias de etanol de milho em Mato Grosso, tem fortalecido a economia local. A Inpasa, maior biorrefinaria da América Latina, produz bilhões de litros de etanol a partir do milho da região, agregando valor à produção e diminuindo custos logísticos.
Produção robusta e manejo integrado
Se Mato Grosso fosse um país, estaria entre os 10 maiores produtores mundiais de grãos. Líder nacional na produção de soja, milho e algodão, o Estado também possui o maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 34 milhões de cabeças. O manejo integrado da lavoura e pecuária permite até três safras anuais, combinando produção de grãos e carne.
Interesse estrangeiro cresce na compra de terras
A plataforma Chãozão registra grande procura por propriedades rurais brasileiras por parte de estrangeiros, com destaque para buscas de americanos, ingleses, chineses, alemães e australianos. Apesar do interesse, a compra de terras no Brasil é regulada, exigindo autorizações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Conselho de Defesa Nacional para áreas próximas a fronteiras ou na Amazônia Legal.
Essa valorização acelerada das terras rurais reflete não só o sucesso do agronegócio brasileiro, mas também um movimento estratégico de investidores nacionais e internacionais, que veem em Mato Grosso um território promissor e vital para a produção global de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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