RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Algodão brasileiro ganha destaque cultural e sustentável na Expo Osaka 2025

Publicados

AGRONEGÓCIO

O algodão brasileiro está em evidência no Pavilhão do Brasil da Expo Osaka 2025, no Japão. De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção internacional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), apresenta uma série de atividades para destacar a versatilidade, qualidade e sustentabilidade da pluma nacional.

A Expo Osaka, realizada de 13 de abril a 13 de outubro, é uma Exposição Universal organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), com foco no intercâmbio cultural e tecnológico. Com o tema “Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, o evento recebeu até agora 15 milhões de visitantes, com previsão de atingir 28 milhões até outubro.

Algodão como alternativa sustentável

“Queremos mostrar que o algodão é uma fibra natural, renovável e mais sustentável que as sintéticas”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. A iniciativa evidencia o papel do algodão brasileiro como uma opção responsável para o futuro, alinhando cultura e sustentabilidade.

Destaque para o agronegócio brasileiro

Durante agosto, a ApexBrasil promove ações voltadas ao agronegócio brasileiro. Entre 18 e 23 de agosto, a Abrapa apresenta exposição multimídia, com painéis interativos, debates e encontros com autoridades e empresários brasileiros, japoneses e internacionais.

Leia Também:  Projeto Barraginhas está ajudando a combater a seca
Peças culturais e moda com algodão brasileiro

A mostra “Power of the Natural: From Cotton Fields to Fashion” apresenta vestuário que evidencia usos culturais do algodão nacional:

  • Traje tradicional das baianas, símbolo histórico da fibra, vindo de Salvador.
  • Abadá de capoeira, do projeto Capoeira Cultura em Ação, representando tradição local do Oeste da Bahia.
  • Vestido de alta costura em renda renascença 100% algodão, da grife Martha Medeiros, confeccionado artesanalmente por rendeiras nordestinas.
  • Judogi do medalhista mundial David Moura, simbolizando a conexão cultural entre Brasil e Japão, com foco na tradição do judô brasileiro.
  • Peças com algodão rastreado (camiseta, calça e jaqueta jeans), com QR Code permitindo acompanhar toda a jornada da fibra, da fazenda à peça final.

Além disso, visitantes poderão levar Furishiki confeccionado em tecido Chita, tradicionalmente usado como embalagem reutilizável, com toque de brasilidade.

Painel debate sustentabilidade e inovação

No dia 22 de agosto, acontece o painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, com lideranças femininas discutindo representatividade, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. A mediação será feita por representante da ApexBrasil, com participação de Alessandra Zanotto (Abapa) e Lilian Kaddissi (Abit).

Leia Também:  Bioherbicida natural avança no agro e nanotecnologia pode revolucionar controle de plantas daninhas
Parcerias e promoção internacional

A programação da Abrapa na Expo Osaka é realizada pelo Cotton Brazil, com parceria da ApexBrasil e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), reforçando a presença global da cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Projeto Barraginhas está ajudando a combater a seca

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Mercado global do açúcar enfrenta pressão de oferta, mas sinais de suporte começam a surgir

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA