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Algodão registra maior alta mensal em mais de três anos, aponta Cepea
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Após meses de relativa estabilidade, os preços do algodão em pluma ganharam força no mercado brasileiro ao longo de março. O movimento foi sustentado pela firmeza dos vendedores, pelo aquecimento da demanda e pelo suporte do cenário internacional, resultando na maior valorização mensal desde agosto de 2022.
Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90/lp
O Indicador CEPEA/ESALQ apresentou expressiva alta no período, aproximando-se do patamar de R$ 3,90 por libra-peso. O avanço marca a recuperação dos preços após um ciclo de estabilidade e reforça a tendência de valorização no curto prazo.
Postura firme dos vendedores e maior presença compradora
Segundo pesquisadores do Cepea, os vendedores mantiveram-se firmes nas negociações, atentos ao cenário internacional mais favorável. Do lado da demanda, houve intensificação das aquisições por parte de indústrias nacionais e tradings exportadoras, o que contribuiu diretamente para a elevação das cotações.
Fatores externos e custos logísticos dão suporte ao mercado
O desempenho positivo dos preços internos também foi influenciado por variáveis externas e custos operacionais. Entre os principais fatores estão:
- Valorização do algodão no mercado internacional
- Alta nos preços do petróleo
- Elevação dos custos de frete
- Forte comprometimento da safra 2024/25
Oferta restrita e safra já negociada sustentam preços
O elevado volume de comercialização antecipada da safra 2024/25 reduziu a disponibilidade de produto no mercado spot. Esse cenário de oferta mais limitada reforçou o movimento de alta e contribuiu para manter os preços firmes ao longo do mês.
Com fundamentos consistentes tanto no mercado interno quanto no externo, o algodão encerra março em trajetória de valorização, indicando um cenário ainda sustentado no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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