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Alta do café aumenta risco de roubo de cargas e leva transportadoras a reforçar estratégias de segurança

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Preço do café dispara e chama atenção do mercado

A forte valorização do café no Brasil tem acendido um alerta no setor logístico. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café, o preço médio do quilo do produto no varejo já supera os R$ 60, quase o dobro dos cerca de R$ 35 registrados no ano anterior.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o café acumulou 18 meses consecutivos de alta, entre o início de 2024 e meados de 2025, reforçando o cenário de valorização contínua.

Valorização transforma transporte em atividade de risco

Com o aumento expressivo dos preços, o transporte de café passou a ser alvo frequente de ações criminosas. Quadrilhas especializadas têm atuado no roubo de cargas entre indústrias e pontos de venda, aproveitando o alto valor agregado e a facilidade de revenda no mercado paralelo.

No primeiro semestre deste ano, uma operação conduzida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais resultou na prisão de mais de 20 integrantes de uma organização criminosa com atuação em estados como Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.

Estratégias logísticas são reforçadas para evitar prejuízos

Diante do aumento dos riscos, empresas de transporte têm adotado medidas específicas para proteger as cargas. Entre as estratégias estão a alteração de horários de entrega, evitando períodos mais visados por criminosos, e a limitação do tempo de descarga nos estabelecimentos.

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Segundo Diogo de Oliveira, CEO do DL4 Group, também foi implantado um posto avançado dentro da unidade fabril de um grande cliente, permitindo maior controle sobre a roteirização e planejamento das entregas.

Café se torna carga de alto valor e fácil revenda

O café passou a ser tratado como uma carga de alto risco, comparável a produtos como cigarros e medicamentos. Um veículo utilitário de pequeno porte, totalmente carregado com café industrializado, pode transportar mercadorias avaliadas em cerca de R$ 30 mil.

Além do valor elevado, a carga apresenta características que facilitam a ação criminosa, como o baixo volume e a rápida transferência entre veículos, o que dificulta a recuperação.

Planejamento reduz drasticamente ocorrências

A implementação de estratégias operacionais tem gerado resultados positivos. No estado do Rio de Janeiro, considerado um dos principais focos de roubo de cargas, a empresa estruturou um sistema de roteirização que evita entregas em horários críticos, especialmente no período da manhã, quando ocorre a maioria dos crimes.

Além disso, a redução do volume transportado em áreas de risco e a limitação do tempo de parada — de no máximo 15 minutos — têm contribuído para aumentar a segurança das operações.

Tecnologia e conhecimento local fortalecem segurança

Outras medidas incluem o uso de sistemas de rastreamento em tempo real, como o SSW, e a priorização da contratação de motoristas locais, que conhecem melhor as rotas e os pontos críticos.

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Essas práticas não se restringem ao transporte de café e vêm sendo aplicadas a outros tipos de carga, especialmente em regiões com maior incidência de crimes logísticos.

Baixo índice de ocorrências reforça eficácia das medidas

Atualmente, a empresa opera com uma frota diária de 50 a 60 veículos entre os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O índice de ocorrências é considerado baixo: apenas 0,03%, o que representa seis casos em um universo de 20 mil entregas realizadas.

Mesmo diante do aumento de 10% nos registros de roubo de carga no estado do Rio de Janeiro em 2025, segundo o Instituto de Segurança Pública, o planejamento logístico tem se mostrado eficaz para mitigar riscos.

Expansão do setor acompanha gestão de riscos

Fundado em 2014, o DL4 Group ampliou sua atuação ao longo dos anos, incluindo operações no mercado fluminense. Em 2025, a empresa alcançou um marco relevante ao superar R$ 1 milhão em faturamento mensal.

O avanço demonstra que, mesmo em um cenário desafiador, a combinação de planejamento, tecnologia e estratégia pode garantir eficiência operacional e segurança no transporte de cargas de alto valor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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