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Ambev investe R$ 1 bilhão em nova fábrica de garrafas e consolida o Paraná como polo nacional de produção

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Nova fábrica de garrafas reforça o setor industrial do Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou, nesta segunda-feira (15), da inauguração da nova fábrica de garrafas de vidro da Ambev, localizada em Carambeí, nos Campos Gerais. Com investimento de R$ 1 bilhão, o projeto — batizado de Ambev Vidros Paraná — marca a primeira unidade de produção de garrafas de vidro do Estado.

Com capacidade para fabricar até 600 milhões de garrafas por ano, a planta irá abastecer fábricas da companhia em diversos estados, ampliando a competitividade e fortalecendo a presença da Ambev no país.

Investimento bilionário impulsiona empregos e o desenvolvimento regional

Durante a fase de construção, o projeto gerou 4.225 empregos diretos e envolveu mais de 150 empresas. Agora, com o início da operação, a expectativa é a manutenção de cerca de 400 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo para o crescimento econômico de Carambeí e de toda a região dos Campos Gerais.

Ratinho Junior destacou que o novo empreendimento simboliza o avanço do processo de industrialização do Paraná.

“Uma fábrica como essa representa mais do que um grande investimento. Representa trabalho, geração de emprego, desenvolvimento regional e fortalecimento da indústria do Paraná, que hoje é a terceira força industrial do Brasil”, afirmou o governador.

Paraná consolida posição estratégica na cadeia da cerveja

Segundo Ratinho Junior, o projeto reforça o papel do Estado como polo estratégico da indústria de bebidas.

“O Paraná é o maior produtor de cerveja do Brasil. Produzimos a cevada, temos maltarias, cervejarias e agora também as fábricas que fornecem para esse setor, gerando ainda mais empregos e agregando valor à cadeia produtiva”, destacou.

Atualmente, a Ambev mantém uma cadeia produtiva robusta no Paraná, com mais de 16 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, abrangendo maltarias, cervejarias, fábricas de embalagens e centros de distribuição.

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Sustentabilidade é destaque na nova unidade

A fábrica de Carambeí foi projetada com foco em sustentabilidade e está alinhada ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Estadual nº 20.607/2021). A unidade opera com 100% de energia elétrica renovável, está preparada para o uso de biocombustíveis e conta com fornos de alta eficiência energética.

De acordo com a gerente da unidade, Ana Carla Barboza, a fábrica tem capacidade para reciclar até 72 mil toneladas de vidro por ano, fortalecendo a economia circular e o setor de reciclagem no Estado.

“Além da geração de mais de 400 empregos diretos e indiretos, a nova unidade completa a cadeia cervejeira do Paraná, produzindo garrafas que serão distribuídas em todo o Brasil”, explicou Ana Carla.

Logística reforçada garante expansão industrial

Para atender ao aumento da demanda e melhorar o acesso à nova unidade, o Governo do Paraná investiu R$ 12,5 milhões na pavimentação da Estrada do Areião, que liga a fábrica à PR-151. O secretário de Infraestrutura e Logística informou que novas obras estão previstas no modelo de concessões rodoviárias, incluindo viadutos, marginais e retornos em desnível, o que fortalecerá ainda mais o corredor logístico da região.

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Impacto nacional e importância estratégica

O CEO da Ambev, Carlos Lisboa, ressaltou que o Paraná tem papel fundamental na estratégia nacional da companhia.

“Temos campos de cevada, fábricas, centros de distribuição e milhares de colaboradores no estado. Agora, as garrafas produzidas aqui vão abastecer nossas unidades em todo o Brasil, com impacto nacional na cadeia de valor”, afirmou.

A prefeita de Carambeí, Elisangela Pedroso, destacou que o investimento representa um marco histórico para o município.

“Esse aporte de mais de R$ 1 bilhão trouxe emprego, renda e esperança para nossa população. Carambeí se preparou e hoje vive um novo ciclo de desenvolvimento com apoio do Governo do Estado”, declarou.

Paraná mantém ritmo acelerado de crescimento

Ratinho Junior também destacou o bom desempenho econômico do Estado.

“O Paraná cresce acima de 6% na atividade econômica, em ritmo comparável ao de países como Índia e China. Temos recorde histórico de empregos formais e seguimos investindo em infraestrutura em todas as regiões”, disse o governador.

Nos últimos três anos, a Ambev destinou mais de R$ 10 bilhões em investimentos no Brasil, com foco na ampliação da produção de cervejas, refrigerantes e embalagens — consolidando o Paraná como um dos principais destinos desses aportes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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