AGRONEGÓCIO
Após recorde histórico, Pagrisa projeta nova expansão na produção de açúcar e etanol no Pará
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Pagrisa encerra 2024 com recorde histórico de produção
A Pagrisa (Pará Pastoril e Agrícola S/A) encerrou o ano de 2024 com um marco histórico: o recorde de produção de açúcar, superando a marca de 1,5 milhão de sacas, o equivalente a cerca de 80 mil toneladas. O resultado consolida a empresa como um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e sustentável do Norte do Brasil, com destaque no cultivo de cana-de-açúcar e na produção de açúcar, álcool e etanol.
Localizada em Ulianópolis (PA), a 400 km de Belém, a Pagrisa vem ampliando sua atuação com base em tecnologia de ponta, boas práticas agrícolas e forte compromisso social e ambiental. O desempenho recorde da safra foi impulsionado por investimentos em inovação no campo, capacitação de trabalhadores e aprimoramento dos processos industriais.
“Essa conquista não é apenas da Pagrisa, mas de toda a região. Representa o esforço coletivo de centenas de trabalhadores e o nosso compromisso contínuo com a sustentabilidade, o respeito à terra e o desenvolvimento da Amazônia paraense”, destacou Fernão Zancaner, diretor vice-presidente da empresa.
Safra 2025 marca nova fase de modernização e investimento
Sob o lema “Da Terra ao açúcar, do esforço à conquista: somos energia que transforma”, a Pagrisa deu início à Safra 2025, batizada de Safra da Transformação. A nova etapa é marcada pela modernização do parque industrial, aquisição de maquinários de última geração e valorização da mão de obra local.
Esses investimentos reforçam o compromisso da empresa em fortalecer a economia regional, promovendo a interiorização do desenvolvimento no Pará. Além disso, a produção de etanol contribui para a matriz energética limpa do Brasil, alinhando-se às diretrizes da transição ecológica e ao combate às mudanças climáticas.
Sustentabilidade e qualificação impulsionam o desenvolvimento regional
Com forte presença na Amazônia paraense, a Pagrisa atua como agente de transformação social e ambiental. Entre suas iniciativas, destacam-se os programas de qualificação profissional, que já beneficiaram quase 10 mil pessoas nos últimos quatro anos, e as ações educativas com comunidades locais. A empresa também adota rigorosas políticas de preservação ambiental em todas as etapas de sua cadeia produtiva.
A criação da Universidade Corporativa Pagrisa (UNIPAGRISA), em 2022, e do Centro de Treinamento Ana Amélia Villela Zancaner fortalece esse compromisso, oferecendo cursos gratuitos e promovendo o desenvolvimento profissional de colaboradores e moradores da região.
Pagrisa: 57 anos de história e compromisso com o Pará
Com 57 anos de atuação, a Pagrisa é hoje uma das principais indústrias do estado do Pará, reconhecida por seu impacto econômico e social. A empresa gera mais de 1.700 empregos diretos e 7.200 indiretos, beneficiando aproximadamente 28 mil pessoas na região de Ulianópolis.
Única agroindústria paraense do setor sucroalcooleiro, a Pagrisa é referência na produção de açúcar cristal, triturado e demerara, além de álcool (70º e 54º) e etanol anidro e hidratado. A companhia também investe na diversificação produtiva, com cultivo de soja e milho, e mantém a Norte Fibras, empresa criada em 2018 para fabricar componentes hidráulicos em fibra de vidro, voltados à irrigação canavieira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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