AGRONEGÓCIO
Aviação agrícola brasileira celebra avanços e projeta crescimento sustentável até 2028
AGRONEGÓCIO
O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2025, realizado no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger (MT), encerrou-se nesta quinta-feira (21), após três dias de intensa programação. O evento se consolidou como um espaço estratégico para debates, networking e inovação tecnológica no setor aeroagrícola.
Autoridades políticas, empresários, pesquisadores e pilotos participaram da programação, que coincidiu com a celebração do Dia Nacional da Aviação Agrícola, comemorando os 78 anos da atividade no país. A abertura, na noite de terça-feira (19), destacou a importância histórica e econômica da aviação agrícola para Mato Grosso e para o Brasil.
Avanços do setor e aumento da participação feminina
A presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), Hoana Almeida Santos, enfatizou os progressos da aviação agrícola nos últimos anos. Ela destacou a maior participação feminina no setor, os desafios econômicos e a necessidade de combater mitos sobre a atividade.
Hoana também anunciou que 2025 será o Ano da Segurança na Aviação Agrícola, reforçando o compromisso com a qualificação profissional e a adoção de boas práticas de operação.
Reconhecimento e inovação tecnológica
Durante o congresso, foram entregues a Medalha Mérito Aviação Agrícola, a maior honraria do setor, e certificados a profissionais e empresas que se destacaram na atividade. O auditório, lotado durante os três dias, recebeu palestras, debates, apresentações científicas e uma mostra tecnológica, evidenciando a dimensão e ambição da edição 2025.
Debate sobre taxação americana de equipamentos
Um dos principais temas discutidos foi o impacto da taxação americana sobre aeronaves agrícolas. O economista Claudio Junior Oliveira Gomes, diretor operacional do SINDAG, moderou os debates, ressaltando que a aplicação da Lei de Reciprocidade pelo Brasil pode afetar a compra de equipamentos e a prestação de serviços no setor.
Segundo Gomes, inicialmente a expectativa era de um recuo de US$ 500 milhões, mas ajustes ainda eram necessários devido à exclusão de alguns produtos da taxação.
Crescimento consistente e projeções para o futuro
O setor aeroagrícola brasileiro apresenta crescimento consistente. Nos últimos 14 anos, a frota nacional aumentou de 1.560 para 2.722 aeronaves, sendo Mato Grosso responsável por 749 delas. Para 2025, o faturamento do setor deve atingir R$ 8 bilhões, e a projeção é que a frota chegue a 3.400 aviões até 2028, atendendo 170 milhões de hectares em todo o país.
Futuro sustentável e tecnológico
O congresso evidenciou que a aviação agrícola brasileira busca crescimento sustentável, inovação tecnológica e fortalecimento da segurança operacional, consolidando o país como referência no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro
A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.
A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.
Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.
A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.
A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.
A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.
Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.
O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.
A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.
Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.
A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.
Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.
Você lê a versão em português clicando aqui.
You can read the English version by clicking here.
Fonte: Pensar Agro
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