AGRONEGÓCIO
WinterShow 2025 destaca avanços tecnológicos em cereais de inverno e soluções inovadoras da Sipcam Nichino Brasil
AGRONEGÓCIO
A edição 2025 do WinterShow – Excelência em Cereais de Inverno foi encerrada com sucesso no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR), principal polo produtor de cevada do país. O evento, promovido pela Cooperativa Agrária e pela Fundação de Pesquisa Agrária (Fapa), consolidou-se como um dos mais importantes encontros voltados às cadeias produtivas de cereais de inverno, reunindo empresas do setor de insumos, máquinas agrícolas e tecnologia voltada ao campo.
A programação do WinterShow contemplou palestras, exposições e demonstrações técnicas, com foco em culturas como aveia, cevada, centeio, milho e trigo, destacando o papel da inovação no aumento da produtividade e na sustentabilidade das lavouras.
Sipcam Nichino apresenta soluções de ponta para o tratamento de sementes e controle de doenças
Entre as empresas participantes, a Sipcam Nichino Brasil marcou presença com um portfólio robusto de fungicidas e tecnologias para tratamento de sementes, voltados especialmente para os desafios das culturas de inverno.
De acordo com José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da companhia, o destaque ficou por conta da Plataforma Seed Pro, composta pelos fungicidas Torino® e Tiofanil®, além dos fungicidas foliares Domark® Excell, Fezan® Gold e Support®.
Tecnologia Seed Pro: proteção desde a germinação
O fungicida Torino®, desenvolvido à base dos compostos fluazinam e tiofanato metílico, foi apresentado como uma ferramenta essencial para o tratamento de sementes de trigo — com expectativa de expansão para a cevada em breve.
Segundo Freitas, o produto “atua na eliminação de fungos presentes nas sementes e protege as plantas contra patógenos de solo, garantindo o potencial germinativo e o bom estabelecimento inicial das lavouras”.
Domark® Excell e Fezan® Gold se destacam no manejo de doenças foliares
A Sipcam Nichino também reforçou a importância do Domark® Excell, fungicida recomendado para o controle de ferrugem da folha, mancha amarela e oídio, doenças que impactam diretamente a triticultura.
“Entre as enfermidades do trigo, o oídio é uma das mais desafiadoras, e o Domark® Excell apresenta excelente desempenho em seu controle”, enfatiza o agrônomo.
Já o Fezan® Gold foi apresentado como uma solução de amplo espectro para aveia, centeio, cevada, milho e trigo, com destaque para o controle de diferentes tipos de ferrugem e cercoporiose do milho.
Freitas explicou que o produto foi o primeiro fungicida do mercado com o ativo clorotalonil em sua formulação, unindo ação sistêmica e protetora com mecanismo multissítio. “O Fezan® Gold permanece entre os poucos produtos com essas características e continua entregando resultados consistentes nas lavouras de cereais de inverno”, destacou.
Support® amplia o controle preventivo e curativo em trigo e cevada
O fungicida Support®, indicado para trigo e cevada, foi outro destaque da empresa no WinterShow. A solução, em formulação líquida, oferece praticidade no manuseio e eficácia tanto no manejo preventivo quanto curativo de doenças como a giberela e a fusariose.
“O produto proporciona uma barreira eficiente contra patógenos que comprometem o rendimento e a qualidade dos grãos”, ressaltou Freitas.
Novidades a caminho: Sipcam Nichino prepara lançamentos para cereais de inverno e cultivos de verão
Encerrando a participação no evento, o engenheiro agrônomo adiantou que a empresa deve lançar novas soluções entre este ano e o próximo, voltadas não apenas aos cereais de inverno, mas também aos principais cultivos de verão.
“Estamos comprometidos em oferecer ao produtor tecnologias que garantam sanidade, produtividade e sustentabilidade ao longo de todo o ciclo das culturas”, concluiu Freitas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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