AGRONEGÓCIO
Preço do mamão formosa despenca em Minas Gerais com aumento da oferta e demanda enfraquecida
AGRONEGÓCIO
O mercado de mamão formosa encerrou maio sob forte pressão no Norte de Minas Gerais. O aumento da oferta da fruta ao longo do mês ampliou a disponibilidade nos centros de comercialização e provocou sucessivas quedas nas cotações, reduzindo a rentabilidade dos produtores da região.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços do mamão formosa registraram recuos consecutivos durante maio. Na última semana do mês, a desvalorização foi de 13%, com a fruta sendo comercializada, em média, a R$ 0,81 por quilo.
Oferta elevada pressiona mercado
Segundo pesquisadores da equipe Hortifrúti do Cepea, a principal razão para a queda dos preços foi o aumento da oferta disponível no mercado. Com maior volume de frutas sendo direcionado à comercialização, a pressão sobre as cotações se intensificou, especialmente em um cenário de consumo ainda moderado.
O movimento reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda, situação que tem limitado a capacidade de reação dos preços e reduzido o poder de negociação dos produtores.
Clima frio preocupa setor em junho
Para o início de junho, agentes do setor esperavam uma possível melhora no ritmo das vendas em função do aumento do poder de compra dos consumidores. No entanto, as perspectivas de temperaturas mais baixas podem dificultar a recuperação do mercado.
Historicamente, o consumo de frutas tropicais tende a perder força durante períodos mais frios, o que pode restringir a demanda pelo mamão e impedir uma valorização mais consistente das cotações nas próximas semanas.
Perspectiva para o mercado
A expectativa dos agentes é de que o comportamento do clima e o volume de oferta continuem sendo os principais fatores de influência sobre os preços do mamão formosa em Minas Gerais. Caso a disponibilidade da fruta permaneça elevada e o consumo siga enfraquecido pelo frio, o mercado poderá enfrentar novas dificuldades para recuperar os níveis de preços observados nos primeiros meses do ano.
Enquanto isso, produtores acompanham atentamente a evolução da demanda e buscam estratégias para minimizar os impactos da pressão baixista sobre a rentabilidade da atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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