AGRONEGÓCIO
Bicudo da cana mobiliza setor sucroenergético e impulsiona nova rede nacional de pesquisa para combate à praga
AGRONEGÓCIO
O avanço do Sphenophorus levis, conhecido como bicudo da cana, continua preocupando produtores e usinas em todo o país. Considerada uma das pragas mais desafiadoras da canavicultura brasileira, ela foi o tema central da edição especial da Nexfera, realizada nesta quinta-feira (18), em Ribeirão Preto (SP), reunindo pesquisadores, consultores, usinas, fornecedores e especialistas do setor sucroenergético.
Promovido pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o encontro teve como principal objetivo fortalecer a integração entre pesquisa científica e prática de campo, ampliando o compartilhamento de conhecimento e acelerando a adoção de estratégias mais eficientes de manejo.
Durante a abertura do evento, a diretora de Marketing do CTC, Suzeti Ferreira, destacou que a iniciativa busca aproximar diferentes elos da cadeia produtiva para enfrentar desafios complexos da cultura.
“Estamos promovendo discussões técnicas aprofundadas, trazendo dados, pesquisas e protocolos de manejo para apoiar decisões mais assertivas no campo”, afirmou.
Rede colaborativa busca acelerar geração de conhecimento
Entre os principais anúncios da Nexfera esteve o lançamento da Rede Colaborativa de Experimentação para o Manejo do Sphenophorus levis, uma iniciativa que reúne empresas, instituições de pesquisa e especialistas em uma estrutura padronizada de experimentação.
O objetivo é validar estratégias de controle, testar novas hipóteses de manejo e gerar evidências técnicas capazes de orientar produtores e usinas na tomada de decisão.
A proposta é ampliar a velocidade de geração de conhecimento sobre a praga e promover a construção coletiva de soluções para reduzir os impactos econômicos causados pelo bicudo da cana.
Guia reúne práticas atualizadas de monitoramento e controle
Outro destaque do encontro foi o lançamento do Guia de Boas Práticas para Manejo de Sphenophorus, documento que consolida o conhecimento técnico mais recente disponível sobre monitoramento, prevenção e controle da praga.
O material reúne resultados de pesquisas, experiências de campo e recomendações de especialistas, oferecendo orientações práticas para auxiliar técnicos e produtores na implementação de programas de manejo mais eficientes.
Pesquisa aponta desafios no monitoramento e na mão de obra
Durante o evento, Carlos Daniel, gerente de Agronomia do CTC, apresentou os resultados de uma pesquisa conduzida em uma área de aproximadamente 3,8 milhões de hectares de cana colhida.
O levantamento identificou como principais gargalos para o controle do bicudo da cana o monitoramento da infestação, o levantamento populacional da praga e a disponibilidade de mão de obra especializada para execução das estratégias de manejo.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos em tecnologia, capacitação técnica e integração entre pesquisa e produção.
Especialistas defendem manejo integrado e ações de longo prazo
A programação reuniu especialistas que discutiram aspectos relacionados ao comportamento da praga, monitoramento, tomada de decisão e manejo em cana-planta e cana-soca.
Entre os convidados, o consultor Evaldo Takizawa, referência nacional no manejo do bicudo-do-algodoeiro, compartilhou experiências acumuladas no controle do Anthonomus grandis em Mato Grosso.
Segundo ele, programas de manejo bem-sucedidos exigem uma compreensão ampla do ambiente agrícola.
“A grande questão não é apenas eliminar o inseto, mas entender como ele se comporta e se multiplica na paisagem agrícola”, ressaltou.
Destruição de soqueiras e vazio sanitário ganham destaque
A pesquisadora Leila Dinardo, do Instituto Agronômico (IAC), apresentou avanços científicos sobre o entendimento da biologia do Sphenophorus levis e destacou medidas consideradas fundamentais para reduzir a pressão da praga.
Entre as recomendações estão a destruição mecânica de soqueiras infestadas e a adoção de um período prolongado de vazio sanitário, estimado em cerca de seis meses.
A especialista também apontou o uso de inseticidas no sulco de plantio como ferramenta complementar dentro de programas de manejo integrado.
Condições climáticas influenciam incidência da praga
Na visão prática do campo, Rogério Nascimento, consultor da PlaniAgro, destacou que a ocorrência do bicudo da cana apresenta forte relação com as condições climáticas.
Segundo ele, nesta safra tem sido observada maior presença de insetos adultos nas áreas de produção, exigindo reforço nas estratégias de monitoramento e controle.
Entre as ações adotadas pelas usinas e produtores estão a inspeção rigorosa de mudas, o tratamento no plantio e a combinação de diferentes tecnologias para aumentar a eficiência do manejo.
“Estamos empilhando tecnologias e estratégias para vencer essa batalha”, afirmou.
Setor reforça união para enfrentar desafios da canavicultura
Além dos palestrantes, o encontro contou com a participação de representantes de usinas, universidades, consultorias, empresas fornecedoras e instituições de pesquisa, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa.
Participaram dos debates profissionais ligados à Ipiranga Agroindustrial, Usina Cocal, UFSCar, Grupo Santa Adélia, SmartMIP e CTC.
A realização da Nexfera reforça a crescente mobilização do setor sucroenergético em torno do desenvolvimento de soluções integradas para o manejo do bicudo da cana, buscando reduzir perdas produtivas e aumentar a sustentabilidade dos canaviais brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia
Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.
O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.
A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.
Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.
A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.
O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.
A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.
Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.
Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.
Serviço
Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco aproxima população dos serviços da Atenção Especializada em noite temática na Expoacre
-
POLÍTICA7 dias atrásEdvaldo Magalhães cobra apuração sobre ataque a jornalista e defende liberdade de imprensa na Aleac
-
POLÍTICA7 dias atrásEduardo Ribeiro cobra regularização de repasses à saúde e alerta para paralisação do transporte escolar
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco homenageia profissionais pelo Dia do Fiscal Sanitário
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura acompanha pavimentação da Rua Buriti e destaca melhoria na mobilidade urbana
-
FAMOSOS7 dias atrásSheila Mello curte férias na Itália e revela ‘dieta italiana’ durante viagem: ‘Em Roma’
-
FAMOSOS6 dias atrásZona Zero ganha cartaz oficial e promete terror com vírus mutante nos cinemas
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásEm exposição do TSE no Senado, Davi aponta confiabilidade do sistema eleitoral