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Brahman Brasileiro Brilha na 21ª ExpoBrahman e Atrai Olhares Internacionais
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A 21ª Exposição Internacional da Raça Brahman (ExpoBrahman), realizada entre os dias 13 e 18 de outubro no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, destacou a força do Brahman brasileiro no mercado de corte. Com 175 animais concorrendo nos julgamentos, o evento contou com a presença de comitivas da Bolívia, Colômbia, México, Paraguai e Venezuela, proporcionando uma vitrine internacional para a raça.
Qualidade da carcaça impressiona jurados estrangeiros
O jurado paraguaio Mário Rempel, responsável por definir os campeões da ExpoBrahman, destacou a evolução do Brahman brasileiro, especialmente em características ligadas à qualidade da carcaça. “Fiquei impressionado com o volume de carcaça e com a adaptação dos animais a diferentes regiões e climas. Outro ponto que me chamou atenção foi a homogeneidade do biotipo entre animais de campo e de pista, algo essencial para o sucesso de qualquer raça de corte”, afirmou Rempel, membro da Comissão Técnica da Raça Brahman do Paraguai e criador da raça em seu país.
Estância Santa Clara domina julgamento de pista
No julgamento de pista, a Estância Santa Clara, de Descalvado/SP, conquistou os principais troféus. Entre as fêmeas, MS Sec Sunny 159 foi a Grande Campeã e MS Sec Naikka 198 a Reservada Grande Campeã. Nos machos, a dobradinha foi confirmada com MR Sec Tattann 176 como Grande Campeão e MR Sec Fasanno 140 como Reservado Grande Campeão.
O expositor Luiz Carlos Rosa Vianna, titular da Estância, também foi reconhecido como Melhor Expositor e Melhor Criador. “Este êxito reflete anos de trabalho criterioso, combinando seleção de elite e modernas tecnologias. O Brahman atende às demandas da pecuária de corte brasileira”, destacou.
Resultados da competição Brahman a Campo
Na modalidade Brahman a Campo, a Grande Campeã foi MS Assu Matilde 1691, do expositor Assu Emp. Imob. e Agropecuária Ltda., de Rio das Flores/RJ, e a Reservada Grande Campeã foi MISS W2R POI 1614, de Wilson Roberto Rodrigues, de Pardinho/SP.
No Grande Campeonato de Machos, o Rancho Terra Santa, de Senador Canedo/GO, conquistou a dobradinha com Bastão como Grande Campeão e Baston como Reservado Grande Campeão. O expositor Igor Nogueira Alves de Melo foi eleito Melhor Expositor e Melhor Criador da competição. “Em nosso segundo ano disputando o Brahman a Campo, conquistamos múltiplas categorias graças ao comprometimento da nossa equipe”, afirmou Igor.
Crescimento nos negócios e novidades do evento
A ExpoBrahman também apresentou crescimento nas negociações. O Leilão Genética do Futuro, promovido pelos criatórios Portobello e Terra Verde, movimentou R$ 320 mil, um aumento de 12% em relação à edição anterior. O lote mais valorizado foi MS Terra Verde 1824, aspirante à Grande Campeã da ExpoZebu 2025, vendida por R$ 24 mil.
O evento ainda incluiu homenagem a jurados brasileiros que atuaram no exterior e o lançamento da loja virtual Pró-Genética, voltada para animais Brahman.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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