RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Brasil aprova acordo Mercosul-União Europeia e abre caminho para maior zona de livre comércio do mundo

Publicados

AGRONEGÓCIO

Representação Brasileira do Parlasul aprova o acordo Mercosul-União Europeia

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou, nesta terça-feira (24), por unanimidade, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que estabelece a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do planeta.

O debate sobre o texto teve início em 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia apresentou seu relatório. A votação foi adiada após pedido de vista, sendo retomada e aprovada nesta semana. Com a decisão, o acordo segue agora para análise nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Além do Brasil, os parlamentos de Argentina, Paraguai, Uruguai e o Parlamento Europeu também precisarão ratificar o texto antes de sua entrada em vigor.

Entenda o acordo Mercosul-União Europeia

Assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, e encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Representação Brasileira do Parlasul em 2 de fevereiro, o acordo cria uma área de livre comércio entre os dois blocos.

O documento estabelece a redução gradual de tarifas de importação, salvaguardas agrícolas, compromissos ambientais e mecanismos de resolução de controvérsias. Ao todo, o texto possui 23 capítulos, que tratam de temas como comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual e compras governamentais.

Redução tarifária e acesso ampliado ao mercado europeu

O acordo prevê que o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia retirará tarifas sobre 95% dos produtos do Mercosul em até 12 anos.

Leia Também:  ADM moderniza logística em Rondonópolis (MT) e dobra produtividade com nova frota de caminhões

De imediato, diversos setores industriais — como o de máquinas, automóveis, produtos químicos e equipamentos de transporte — terão tarifa zero. A medida deve gerar ganhos expressivos para a indústria regional e ampliar a competitividade das exportações.

Segundo estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, o acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e aumentar a diversificação das vendas externas.

Cotas agrícolas e salvaguardas para produtos sensíveis

O texto inclui mecanismos de proteção para o setor agrícola europeu, com cotas limitadas de importação para produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol.

Essas cotas terão crescimento progressivo e tarifas reduzidas, evitando impactos súbitos sobre produtores locais. Caso as importações ultrapassem limites ou provoquem queda acentuada de preços, a União Europeia poderá reintroduzir tarifas temporárias.

No total, as cotas representam até 3% dos bens exportados ou 5% do valor total das importações brasileiras pela UE, enquanto, no mercado do Mercosul, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor comercializado.

Compromissos ambientais e padrões sanitários rigorosos

Um dos destaques do acordo é o compromisso ambiental obrigatório. Produtos beneficiados não poderão estar associados a desmatamento ilegal, e o descumprimento do Acordo de Paris pode resultar na suspensão de benefícios comerciais.

Além disso, os padrões sanitários e fitossanitários da União Europeia permanecem rigorosos, assegurando que alimentos e produtos agrícolas importados atendam às normas de segurança alimentar do bloco.

Leia Também:  Mercado do açúcar registra estabilidade no Brasil e queda nas bolsas internacionais; etanol sobe em São Paulo
Serviços, investimentos e propriedade intelectual

O acordo também avança na redução de barreiras regulatórias para investidores estrangeiros e na abertura do comércio de serviços, incluindo setores como finanças, telecomunicações, transporte e serviços empresariais.

Empresas do Mercosul poderão ainda participar de licitações públicas na União Europeia, em um ambiente mais transparente e competitivo.

Outro ponto relevante é o reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias, além de regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais, fortalecendo a proteção à propriedade intelectual.

Benefícios para pequenas e médias empresas

O acordo dedica um capítulo específico às pequenas e médias empresas (PMEs), prevendo simplificação de processos aduaneiros, redução de custos e acesso facilitado a informações de mercado. Essas medidas devem impulsionar a inserção de pequenos exportadores brasileiros no comércio internacional.

Impactos esperados e próximos passos

Com mais de 720 milhões de habitantes, a nova zona de livre comércio promete impulsionar a integração do Brasil e dos países do Mercosul às cadeias globais de valor e atrair novos investimentos estrangeiros.

Os próximos passos incluem a ratificação do acordo pelos parlamentos dos países envolvidos e pelo Parlamento Europeu. Somente após a aprovação em todas as instâncias, o tratado poderá entrar em vigor oficialmente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Preço do boi gordo avança no Brasil com demanda aquecida e escalas de abate mais curtas

Publicados

em

Por

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes em diversas regiões do país, sustentado pelo aumento da demanda interna e pelo encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos. O cenário levou as indústrias a intensificarem as compras e a elevarem os valores pagos pela arroba em várias praças pecuárias.

Segundo análises do mercado, a expectativa de maior consumo de carne bovina ao longo de junho tem contribuído para a valorização da arroba, especialmente durante a primeira quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por maior poder de compra da população.

Escalas curtas sustentam valorização da arroba

A oferta restrita de animais terminados para abate continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços. Com escalas mais apertadas, frigoríficos precisaram elevar suas propostas para garantir matéria-prima suficiente para atender à demanda.

Apesar do movimento positivo observado nas últimas semanas, o mercado acompanha possíveis mudanças no cenário de exportação, principalmente em função do esgotamento antecipado da cota de exportação destinada à China.

A expectativa é de que o preenchimento total da cota ocorra entre junho e julho, o que poderá provocar ajustes na dinâmica de compras da indústria frigorífica.

Mercado monitora impacto da cota chinesa

Com o avanço dos embarques para o mercado chinês, analistas avaliam que os frigoríficos poderão reduzir o ritmo de abates e diminuir as bonificações pagas pelos animais enquadrados no chamado “boi China”.

Esse movimento pode limitar novas altas expressivas da arroba nos próximos meses, especialmente em estados com forte dependência das exportações para o mercado asiático.

Leia Também:  Relatório do USDA revisa produção global de soja, milho e trigo e traz novos sinais para o mercado de grãos

Ainda assim, a combinação entre oferta controlada e demanda aquecida segue dando sustentação ao mercado pecuário brasileiro.

Arroba do boi gordo registra valorização em diversas praças

Confira os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo registrados em 11 de junho:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@ (estável)
  • Goiânia (GO): R$ 340,00/@ (+3,03%)
  • Uberaba (MG): R$ 330,00/@ (+1,54%)
  • Dourados (MS): R$ 355,00/@ (+1,43%)
  • Cuiabá (MT): R$ 360,00/@ (+1,41%)
  • Vilhena (RO): R$ 345,00/@ (+2,99%)

O destaque da semana ficou para Goiás e Rondônia, que apresentaram as maiores valorizações percentuais entre as principais regiões monitoradas.

Mercado atacadista mantém viés positivo

No atacado, os preços da carne bovina também apresentaram sustentação ao longo da semana, impulsionados pela reposição entre varejo e distribuidores.

A expectativa de aumento do consumo durante o mês de junho contribui para o cenário positivo, especialmente em períodos de maior movimentação comercial e eventos esportivos que tradicionalmente favorecem o consumo de proteínas animais.

Apesar disso, a carne bovina continua enfrentando forte concorrência de outras proteínas, principalmente da carne de frango, que segue mais competitiva para o consumidor brasileiro.

Preços dos cortes no atacado
  • Quarto dianteiro: R$ 21,70/kg, alta de 0,93%
  • Traseiro bovino: R$ 27,00/kg, estável

A manutenção dos preços dos cortes nobres demonstra equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto os cortes dianteiros registram leve valorização.

Exportações de carne bovina crescem mais de 50% em junho

O mercado externo segue sendo um dos principais pilares de sustentação da pecuária brasileira.

Leia Também:  Mercado do açúcar registra estabilidade no Brasil e queda nas bolsas internacionais; etanol sobe em São Paulo

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada movimentaram US$ 412,15 milhões nos quatro primeiros dias úteis de junho.

No período, o Brasil embarcou 62,59 mil toneladas da proteína, com média diária de 15,65 mil toneladas.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.585,10.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram forte expansão:

  • Alta de 56,9% na receita média diária das exportações;
  • Crescimento de 29,8% no volume médio diário embarcado;
  • Valorização de 20,9% no preço médio da tonelada exportada.
Perspectivas para o mercado pecuário

O mercado do boi gordo segue sustentado por fundamentos positivos no curto prazo, especialmente pela oferta limitada de animais prontos para abate e pelo bom desempenho das exportações brasileiras.

Entretanto, agentes do setor permanecem atentos aos efeitos do preenchimento da cota chinesa e aos possíveis ajustes na política de compras dos frigoríficos. Caso haja redução das bonificações pagas ao boi padrão exportação, o ritmo de valorização da arroba poderá perder força no segundo semestre.

Mesmo diante desse cenário, a demanda doméstica aquecida e a forte presença do Brasil no comércio internacional continuam oferecendo suporte aos preços da pecuária de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA