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Brasil e China iniciam intercâmbio tecnológico para produção de leite de jumenta

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Cooperação bilateral fortalece asininocultura

Brasil e China avançam em uma parceria tecnológica voltada para a criação de asininos, com foco na produção de leite de jumentas e desenvolvimento da cadeia produtiva. O projeto envolve a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e o Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China, uma das mais antigas instituições agrícolas do país asiático, fundada em 1905.

O objetivo da iniciativa é ampliar o ensino, pesquisa e transferência de tecnologias entre os dois países, fortalecendo a criação de asininos tanto para leite quanto para carne.

Professores brasileiros apresentam pesquisas na China

Entre os dias 9 e 17 de janeiro, os professores Gustavo Ferrer Carneiro (UFRPE) e Jorge Lucena (UFAPE) ministraram palestras e visitas técnicas a fazendas e centros de pesquisa chineses. A visita ocorreu a convite do professor Sheming Zang, titular do Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China.

Durante a estadia, foram apresentados resultados de pesquisas brasileiras em reprodução equídea e manejo produtivo de leite de jumentas, destacando o potencial da asininocultura no Brasil e promovendo intercâmbio científico com estudantes e pesquisadores chineses.

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Visitas a fazendas e centros de inovação

Os professores brasileiros visitaram duas fazendas dedicadas à cria, recria e engorda de asininos, além do Instituto Nacional de Inovação e Pesquisa da Cadeia Industrial dos Asininos e do Centro Nacional de Criação de Jumentos, reconhecidos por suas tecnologias avançadas em produção e pesquisa.

Segundo Lucena, líder de estudos sobre produção leiteira de asininos desde 2018, a experiência evidenciou o potencial comercial do leite de jumenta no Brasil, destacando que na China a cadeia produtiva do leite sustenta a produção de carne, fornecendo animais para abate, de forma semelhante ao sistema bovino brasileiro.

Intercâmbio tecnológico amplia eficiência e sustentabilidade

O professor Gustavo Ferrer Carneiro destacou que a cooperação internacional é essencial para introduzir tecnologias avançadas e práticas inovadoras, superando desafios reprodutivos e aumentando a eficiência da produção.

“O intercâmbio promove desenvolvimento econômico, conservação dos recursos e melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas”, afirma Carneiro.

Entre as tecnologias compartilhadas estão congelamento de sêmen, produção de embriões via ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide) e técnicas de ordenha com produtividade de 50 a 500 litros por dia. O estudo comparativo indicou que o método brasileiro na Caatinga apresenta maior viabilidade financeira frente ao sistema chinês.

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Próximos passos: visita chinesa ao Brasil

Em breve, o professor Sheming Zang visitará o Brasil para ministrar palestras nas universidades pernambucanas, compartilhando sua experiência em reprodução equídea e biotecnologias. A visita visa fortalecer a cooperação científica e ampliar o intercâmbio de tecnologias entre os dois países.

Avanços esperados para a produção de leite e carne de asininos

As universidades brasileiras possuem diversos projetos de pesquisa em andamento, incluindo biotecnologias avançadas e métodos de pasteurização do leite asinino que preservam suas propriedades farmacológicas.

Lucena reforça que as iniciativas demonstram o potencial do Brasil para expandir a asininocultura, com oportunidades de crescimento baseadas em tecnologias comprovadas e práticas de manejo eficientes.

“Acreditamos que o país está diante de uma oportunidade significativa para o desenvolvimento da cadeia produtiva de asininos, tanto para leite quanto para carne”, conclui o professor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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