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Brasil lidera cadeia global do jeans com algodão sustentável, rastreabilidade e força industrial

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O Brasil vem consolidando sua posição como uma das maiores potências globais da cadeia do jeans, unindo produção agrícola em larga escala, rastreabilidade, sustentabilidade e inovação no setor têxtil. Do campo às vitrines das grandes redes varejistas, o algodão brasileiro fortalece uma cadeia produtiva que movimenta bilhões de reais e coloca o país no centro da indústria mundial do denim.

No Dia Mundial do Jeans, celebrado em 20 de maio, o protagonismo brasileiro ganha ainda mais relevância. O país é atualmente o maior exportador de algodão do mundo e o terceiro maior produtor global da fibra, base essencial para a fabricação do denim utilizado nas coleções de moda em diversos mercados internacionais.

Produção de algodão cresce e fortalece cadeia têxtil brasileira

Nas últimas safras, a produção brasileira de algodão apresentou forte expansão. O volume de pluma passou de 3,26 milhões de toneladas na safra 2022/2023 para 4,25 milhões de toneladas em 2024/2025, reforçando a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Grande parte desse avanço está ligada ao investimento em tecnologia, produtividade e práticas sustentáveis no campo. Atualmente, mais de 79% da produção nacional possui certificação socioambiental por meio do programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), iniciativa que garante critérios ambientais, sociais e econômicos em toda a cadeia produtiva.

Segundo Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, o algodão brasileiro reúne atributos cada vez mais valorizados pelo mercado global.

“O algodão brasileiro reúne o que o mercado global mais busca hoje: qualidade comprovada, rastreabilidade, responsabilidade em escala e competitividade. Isso é resultado de décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e boas práticas no campo”, destaca.

Indústria do jeans movimenta bilhões e amplia consumo interno

A força da cadeia do algodão impulsiona diretamente a indústria nacional do denim. Dados do IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) e da Abit apontam que o Brasil produz cerca de 309 milhões de metros lineares de tecido denim por ano.

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O segmento de jeanswear movimenta aproximadamente R$ 16,5 bilhões em valor de fábrica, com produção anual de 298 milhões de peças e consumo interno estimado em 303 milhões de unidades em 2025.

O denim e o brim representam juntos 46% de toda a produção brasileira de tecidos de algodão, evidenciando a importância econômica e industrial do setor.

Além disso, o Brasil mantém uma característica rara entre grandes mercados globais: a forte verticalização da cadeia produtiva. Atualmente, 98% das peças jeans vendidas no varejo nacional são fabricadas dentro do próprio país.

Sou de Algodão conecta campo, indústria e moda sustentável

O fortalecimento da cadeia do denim também passa pelo avanço da rastreabilidade e do consumo consciente. Nesse cenário, o movimento Sou de Algodão vem desempenhando papel estratégico ao aproximar produtores rurais, indústria têxtil, marcas e consumidores.

Criado pela Abrapa em 2016, o movimento promove iniciativas voltadas à valorização do algodão brasileiro certificado e à conscientização sobre moda responsável.

Por meio do programa SouABR, a cadeia de custódia permite rastrear o caminho do algodão desde o campo até a peça final comercializada no varejo. Até dezembro de 2025, mais de 620 mil peças já haviam sido rastreadas.

Grandes varejistas e marcas de moda participaram das iniciativas, entre elas Renner, C&A Brasil e Calvin Klein, que desenvolveram coleções utilizando algodão certificado ABR.

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Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, o jeans ganha um novo significado quando associado à responsabilidade socioambiental.

“O jeans é a peça mais democrática do guarda-roupa brasileiro. E quando ele é feito com algodão nacional certificado, essa democracia ganha uma camada de significado: é responsabilidade com estilo, e é o campo e a cidade conectados”, afirma.

Polo industrial do jeans gera empregos e fortalece economia nacional

A cadeia produtiva do jeans no Brasil está distribuída em importantes polos industriais localizados em estados como São Paulo, Ceará e Santa Catarina.

Cidades como Sorocaba, Criciúma e Fortaleza concentram parte significativa da produção nacional, formando um ecossistema que integra agricultura, indústria têxtil, confecção, design e varejo.

O segmento de jeanswear reúne mais de 5,4 mil unidades produtivas e responde por cerca de 26% de toda a indústria brasileira de confecção, consolidando-se como um dos pilares da economia têxtil nacional.

Brasil amplia protagonismo global no mercado do denim

Com produção sustentável, rastreabilidade e capacidade industrial em larga escala, o Brasil fortalece sua presença no mercado global do jeans e amplia sua influência em uma das cadeias mais relevantes da moda mundial.

Da lavoura de algodão às vitrines das grandes marcas, o país constrói um modelo que combina produtividade, responsabilidade ambiental e inovação, transformando o denim brasileiro em referência internacional de qualidade e transparência.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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