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Brasil reverte déficit e volta a registrar superávit na balança comercial do arroz
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O Brasil voltou a registrar superávit na balança comercial do arroz na temporada 2025/26, revertendo o déficit observado no ciclo anterior. O resultado reflete o avanço das exportações e a redução das importações, em um cenário de maior competitividade no mercado internacional.
Exportações crescem e superam ciclo anterior
De acordo com dados do ComexStat, compilados pela Safras & Mercado, as exportações brasileiras de arroz somaram 1,89 milhão de toneladas (base casca) entre março de 2025 e fevereiro de 2026.
O volume representa um crescimento significativo frente às 1,36 milhão de toneladas embarcadas no ciclo anterior.
Esse desempenho coloca o país próximo da meta de exportação de 2 milhões de toneladas, considerada um importante indicador de equilíbrio para o mercado.
Importações recuam e saldo se torna positivo
No mesmo período, as importações brasileiras caíram para 1,38 milhão de toneladas, abaixo das 1,47 milhão registradas anteriormente.
Com isso, a balança comercial do arroz apresentou superávit de aproximadamente 500 mil toneladas, revertendo o déficit de cerca de 110 mil toneladas do ciclo anterior.
Segundo análise da consultoria, o resultado contribui para aliviar parte da pressão de oferta no mercado doméstico, ainda que de forma parcial.
Exportações mudam perfil com foco em produtos básicos
O crescimento das exportações foi impulsionado principalmente por produtos de menor valor agregado.
Entre os destaques:
- Arroz em casca: 786,2 mil toneladas (+87% na comparação anual)
- Arroz quebrado: 796,2 mil toneladas (+39%)
Esse movimento indica uma mudança no perfil das vendas externas brasileiras, com maior participação de matéria-prima e subprodutos no comércio internacional do cereal.
África e América Latina lideram compras
Os embarques brasileiros apresentaram forte concentração em mercados específicos.
No segmento de arroz quebrado, o Senegal se manteve como principal destino, com importações de 513 mil toneladas, reforçando a relevância da África Ocidental.
Já no arroz em casca, o destaque foi a Venezuela, com 368,7 mil toneladas adquiridas no período.
Outros mercados relevantes incluem:
- México: 165,3 mil toneladas
- Costa Rica: 156,7 mil toneladas
O desempenho evidencia a ampliação da presença do Brasil na América Latina e no Caribe.
Importações mostram mudança na composição
Do lado das importações, também houve alteração no perfil dos produtos adquiridos.
As compras de arroz descascado (esbramado) totalizaram 583,7 mil toneladas, alta de 31,9%, consolidando-se como um dos principais itens da pauta.
Por outro lado, as importações de arroz beneficiado recuaram 30%, para 692,1 mil toneladas, indicando uma tendência de maior aquisição de produtos menos processados.
Esse movimento pode estar associado ao melhor aproveitamento da capacidade industrial no Brasil.
Paraguai segue como principal fornecedor
Mesmo com a queda nas importações totais, o Paraguai manteve-se como o principal fornecedor de arroz ao Brasil, com 465,3 mil toneladas embarcadas.
O volume ficou levemente acima do registrado no ciclo anterior, reforçando a importância do país no abastecimento do mercado brasileiro.
Cenário reforça retomada do Brasil no comércio global
O desempenho da balança comercial do arroz confirma uma retomada do Brasil como exportador relevante no mercado internacional.
O aumento da oferta interna, aliado à maior competitividade externa, tem permitido ao país ampliar sua presença global e equilibrar o mercado doméstico, com expectativa de manutenção desse cenário ao longo do ano comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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