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Frio intenso beneficia brotação e reforça cuidados na florada do pêssego no RS

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A intensa onda de frio registrada neste inverno tem influenciado positivamente a brotação dos pêssegos na região sul do Brasil, trazendo boas expectativas para a produtividade futura. Ao mesmo tempo, os produtores reforçam os cuidados para garantir a sanidade da florada, diante dos riscos climáticos.

Poda avançando com cautela em Caxias do Sul

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a poda dos pomares de pêssego segue de forma cuidadosa. Conforme o Informativo Conjuntural da instituição, os agricultores estão mantendo maior quantidade de ramos carregadores para proteger as plantas contra possíveis geadas em agosto.

O boletim destaca que “os produtores realizam a poda com parcimônia e certo atraso”, ao mesmo tempo em que aplicam tratamentos fitossanitários nas variedades precoces, que já começaram a florescer, embora ainda de modo incompleto.

O prolongamento do período de dormência das gemas florais e das plantas, causado pelos consecutivos dias de temperaturas baixas em junho e julho, é um fator importante nessa dinâmica.

Cenário diferente em Pelotas

Na região de Pelotas, onde a floração de diversas cultivares avança, os produtores aceleram a conclusão da poda de inverno e intensificam os tratamentos preventivos.

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A Emater/RS-Ascar ressalta que essas práticas visam proteger a florada e diminuir a incidência de doenças, com destaque para a podridão-parda, um problema frequente na cultura.

Frio intenso favorece brotação uniforme

O informativo ainda aponta que “o frio intenso durante este inverno favoreceu a brotação uniforme das variedades cultivadas”, um fator que pode contribuir para boas colheitas nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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