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Café especial brasileiro pode gerar US$ 188 milhões após missão comercial nos Estados Unidos

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O setor de cafés especiais do Brasil projeta um potencial de até US$ 188,2 milhões em negócios após a participação em uma missão comercial e na feira World of Coffee San Diego 2025, realizada na Califórnia, Estados Unidos.

A iniciativa reuniu 35 empresas brasileiras entre os dias 8 e 13 de abril e resultou em 1.209 contatos comerciais, sendo 884 novos potenciais compradores. Do total, US$ 66,09 milhões foram gerados durante o evento, com expectativa de mais US$ 122,12 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A ação integra o projeto Brazil. The Coffee Nation, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais em parceria com a ApexBrasil, com foco na promoção internacional dos cafés especiais brasileiros.

Estados Unidos seguem como principal mercado do café brasileiro

Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, os Estados Unidos representam o maior mercado consumidor de café do mundo e também o principal importador do produto brasileiro, incluindo o segmento de cafés especiais.

Para ele, a presença brasileira em eventos estratégicos é fundamental para reforçar vínculos comerciais e ampliar a visibilidade do café nacional.

O executivo destaca que o mercado norte-americano também exerce forte influência global no setor, contribuindo para a formação de tendências e disseminação de conhecimento sobre cafés especiais em outros países.

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World of Coffee San Diego reforça protagonismo do Brasil no setor

Durante a feira, considerada uma das mais importantes plataformas B2B do setor cafeeiro, o Brasil contou com um estande dedicado à promoção de cafés especiais certificados.

O espaço recebeu sessões de cupping com grande participação de importadores, torrefadores e compradores internacionais, ampliando o interesse pelos produtos brasileiros.

Um dos destaques foi a apresentação do projeto “Produzidos por Elas”, desenvolvido em parceria com a International Women Coffee Alliance (IWCA), com apoio da ApexBrasil, que valoriza a participação feminina na cadeia produtiva do café.

Robustas amazônicos ganham espaço no mercado internacional

A programação também destacou a espécie Coffea canephora, com ênfase nos Robustas Amazônicos, apresentados em sessões de degustação no brew bar do estande brasileiro.

Os cafés chamaram a atenção do público internacional pela qualidade e pelos perfis sensoriais diferenciados, reforçando a evolução do segmento no Brasil.

Segundo Vinicius Estrela, ainda há um processo de consolidação da percepção internacional sobre o potencial dos canéforas como cafés especiais, mas a participação na feira contribuiu para ampliar esse reconhecimento.

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Missão comercial reforçou networking e acesso a novos compradores

Além da feira, a delegação brasileira realizou uma agenda estratégica de visitas técnicas, sessões de cupping e encontros institucionais com torrefadores, importadores e empresas do setor nos Estados Unidos.

Entre as atividades, destacaram-se visitas a empresas como Angelino’s Coffee, Ilustre Coffee, Acento Coffee, Coffee ’N’ Talk e Gold Child, que permitiram maior compreensão das tendências de consumo e dos perfis de mercado.

A programação também incluiu participação no evento “Legends of Excellence”, promovido pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que reconheceu a Café Orfeu como a segunda “lenda” mundial do café especial brasileiro.

Encerrando a missão, novas rodadas de degustação e encontros comerciais foram realizadas na Bodhi Leaf Coffee Traders e no California Roasting Collective, fortalecendo a conexão direta entre produtores brasileiros e compradores internacionais.

Com os resultados obtidos, a missão consolida o Brasil como protagonista global no mercado de cafés especiais e reforça o potencial de expansão das exportações do setor nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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