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Café estabiliza nos preços internos, mas futuro segue volátil com exportações em queda

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Depois de três anos de forte alta, o mercado de café no Brasil apresenta sinais de estabilização. Levantamento da VR, ecossistema de soluções para trabalhadores e empregadores, mostra que o café moído de 500g, que custava R$ 29,66 em junho, recuou para R$ 29,09 em julho e atingiu R$ 28,80 na primeira semana de agosto.

Esse movimento contrasta com a trajetória recente: entre 2022 e 2025, o preço médio geral do café subiu 108%, passando de R$ 10,58 para R$ 22,05. O café moído de 500g foi o que mais encareceu no período, com alta de 109%. Já o pacote de 250g, que acumulava valorização de 33% desde 2022, também apresentou leve recuo em julho e agosto deste ano, cotado a R$ 20,23.

Outras categorias tiveram comportamentos distintos. O café em cápsulas, mesmo após alta acumulada de 78% nos últimos três anos, caiu em junho para R$ 16,91 e voltou a subir, chegando a R$ 17,42 em agosto. Já o café solúvel atingiu seu maior preço da série histórica neste mês, a R$ 13,50.

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Mercado futuro segue sem tendência clara

Nos contratos futuros, o cenário permanece volátil. Nesta quinta-feira (11), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrou movimentações mistas para o café arábica. O contrato dezembro/25 operava em alta de 5 pontos, a 386,95 cents/lbp, enquanto o março/26 caía 15 pontos, negociado a 373,40 cents/lbp. Em Londres, os contratos do robusta também mostraram oscilações: setembro/25 subia para US$ 4.693 por tonelada, mas novembro/25 recuava para US$ 4.455.

Segundo análises internacionais, a finalização da safra brasileira ainda não trouxe uma direção definida ao mercado. Os estoques certificados na ICE caíram 6.397 sacas e somam agora 679.548, queda de 160.742 sacas em relação ao mesmo período do ano passado. O Escritório Carvalhaes aponta ainda que os negócios no mercado físico permanecem tímidos, já que produtores resistem em fechar contratos diante das oscilações intensas nas bolsas.

Exportações brasileiras em queda pressionam mercado

Apesar da instabilidade nos contratos, o café arábica fechou o dia em alta em Nova York. O contrato dezembro/25 encerrou negociado a 386,90 cents/lbp, avanço de 1,33%, renovando máxima de quatro meses. A valorização do real frente ao dólar também ajudou a sustentar os preços, já que encarece as exportações brasileiras.

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Os embarques do Brasil, no entanto, recuaram 17,5% em agosto frente ao ano anterior, segundo dados do Cecafé. As exportações de arábica caíram 11,2%, enquanto as de robusta tiveram queda de 34,5%. Para os Estados Unidos, maior importador, a redução foi ainda mais acentuada: 46% em agosto. Em contrapartida, houve aumento das vendas para países da América Latina.

Traders destacam que a tarifa de 50% imposta pelos EUA ao café brasileiro tem levado importadores a recorrer aos estoques certificados da ICE, enquanto produtores locais aguardam possíveis desdobramentos na Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade da medida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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