RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Café inicia 2026 em alta: clima no Brasil, tensões políticas e dólar fraco impulsionam preços internacionais

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado internacional de café iniciou 2026 com movimentos expressivos e ampla volatilidade, especialmente na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência mundial para o café arábica. Os contratos acumularam altas significativas até esta quinta-feira (8), impulsionados por fatores climáticos no Brasil, incertezas geopolíticas na América do Sul e pela desvalorização do dólar frente ao real.

Enquanto isso, o café robusta em Londres apresentou desempenho mais contido, pressionado pela melhora na oferta do Vietnã. No mercado físico brasileiro, as cotações mostraram firmeza, refletindo o cenário internacional.

Dólar em queda sustenta os preços em Nova York

Entre os dias 2 e 8 de janeiro, o dólar comercial registrou queda de 0,55% em relação ao real, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras e, consequentemente, fortalecendo as cotações em Nova York.

O Brasil, como maior produtor e exportador global de café, exerce influência direta sobre a formação dos preços internacionais. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach, o mercado acompanha atentamente o ritmo de embarques e as condições climáticas nas regiões produtoras brasileiras.

Clima irregular e calor preocupam produtores

A instabilidade climática permanece como um dos principais fatores de atenção. O país enfrenta ondas de calor intensas e chuvas irregulares em áreas produtoras, o que gera apreensão quanto ao potencial da safra 2026.

Leia Também:  Exportações de Carne Bovina Batem Recorde no 1º Trimestre de 2026 e Sustentam Alta do Mercado do Boi Gordo

Essas condições adversas reforçam a volatilidade dos preços e elevam o risco de perdas de produtividade, especialmente nas regiões do Sul de Minas e do Espírito Santo.

Tensões geopolíticas elevam o risco no mercado

As recentes tensões na América do Sul também entraram no radar dos investidores. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em uma operação militar, levantou preocupações quanto à estabilidade regional.

Embora o episódio seja considerado isolado, o cenário aumenta a cautela dos mercados, especialmente diante do aumento da animosidade entre Donald Trump e Gustavo Petro, presidente da Colômbia — importante produtor de arábica.

Barabach ressalta que esses fatores contribuem para o movimento de alta em Nova York, intensificado pelos baixos estoques certificados da bolsa, que seguem como um importante fator de sustentação, especialmente para os contratos de março de 2026.

Análise técnica indica tendência de alta

Do ponto de vista técnico, o contrato de março/26 rompeu o patamar de 360 centavos de dólar por libra-peso, confirmando a força compradora. O mercado já opera acima da retração de 38,2% de Fibonacci, sinalizando possibilidade de retomada das perdas acumuladas no fim de 2025.

Leia Também:  Mesmo com ampliação de isenções, exportações brasileiras aos EUA seguem com 73,8% sujeitas a tarifas adicionais

Os próximos alvos de alta estão em 370 e 386,25 centavos, enquanto os principais suportes permanecem em 360 e 340 centavos.

A movimentação foi intensificada pelo vencimento das opções de fevereiro/26, no dia 9 de janeiro, o que aumentou a volatilidade do mercado. As opções de março expiram em 11 de fevereiro.

Desempenho nas bolsas internacionais

Entre 2 e 8 de janeiro, o café arábica com vencimento em março/26 subiu de 357,30 para 372,35 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 4,2%.

Já o robusta, negociado em Londres, recuou 0,66% no mesmo período, pressionado pelo aumento das exportações do Vietnã, ainda que muitos produtores mantenham restrições nas vendas.

Mercado interno acompanha movimento e mantém firmeza nas cotações

No Brasil, as negociações no mercado físico seguem em ritmo moderado, mas com tendência de valorização.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa subiu de R$ 2.270,00 para R$ 2.330,00 por saca de 60 kg, representando alta de 2,6%. Já o conilon tipo 7, negociado em Vitória (ES), passou de R$ 1.240,00 para R$ 1.250,00 a saca, variação positiva de 0,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Carne bovina entra em ciclo de valorização com demanda global aquecida e oferta restrita

Publicados

em

Por

Mercado da carne bovina registra valorização sustentada no Brasil

O mercado da carne bovina no Brasil atravessa um ciclo consistente de valorização, sustentado principalmente pelo crescimento da demanda interna e internacional. A análise foi apresentada pelo consultor da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, durante fórum realizado pela Nacional Hereford e Braford, em Esteio (RS).

Segundo o especialista, o movimento de alta observado desde 2024 na arroba do boi gordo está diretamente ligado ao consumo e não à restrição de oferta. O cenário indica que toda a cadeia produtiva vem sendo impactada positivamente, com reflexos na rentabilidade do produtor e também nos preços ao consumidor final.

Demanda global fortalece exportações brasileiras

No mercado internacional, o ambiente segue favorável para o Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto novos mercados continuam em processo de abertura comercial.

Ao mesmo tempo, grandes concorrentes globais enfrentam redução de rebanhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o efetivo bovino está em um dos menores níveis das últimas décadas, o que transforma o país em importador líquido.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional de carne bovina é destinada ao mercado externo, reforçando o papel estratégico do Brasil como fornecedor global.

Leia Também:  Congresso Abramilho 2026 discutirá geopolítica, custos e segurança alimentar em Brasília
Consumo interno cresce com melhora da renda

No mercado doméstico, o consumo também apresenta recuperação. De acordo com o analista, fatores econômicos como a redução do desemprego e o aumento da renda média têm ampliado o poder de compra da população.

Esse movimento tem impulsionado a demanda por produtos de maior valor agregado, fortalecendo cortes premium e carnes certificadas.

“Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior qualidade”, destacou Fabbri.

Carne certificada ganha espaço e valor agregado

O avanço da carne de qualidade também foi destacado pelo diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg. Segundo ele, o setor já observa valorização consistente em sistemas produtivos diferenciados.

Remates recentes ligados à associação registraram aumento médio próximo de 20% em comparação ao ano anterior, refletindo maior valorização de animais com padrão superior.

Entre os principais critérios valorizados pelo mercado estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

Consumidor mais exigente redefine o mercado

A mudança no comportamento do consumidor tem sido um dos principais motores da transformação do setor. A decisão de compra, segundo especialistas, deixa de ser baseada apenas em preço e passa a considerar confiança e origem do produto.

Leia Também:  Novo risco logístico global surge com escalada de tensões no Oriente Médio

Esse movimento fortalece cadeias produtivas estruturadas e sistemas de certificação, que garantem maior padronização e qualidade da carne ofertada ao mercado.

Perspectivas para 2026 são de mercado firme

As projeções apresentadas durante o fórum indicam manutenção de um cenário positivo para 2026. A expectativa é de continuidade da valorização da carne bovina, sustentada pela combinação entre demanda aquecida e oferta global mais ajustada.

Embora o ritmo de alta possa ser moderado, o setor deve seguir com preços firmes ao longo da cadeia produtiva.

Cadeia da carne debate desafios e oportunidades

O evento reuniu representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para discutir tendências e desafios do setor. Participaram especialistas, dirigentes de associações, representantes de frigoríficos e produtores, reforçando a importância da integração entre os segmentos.

O debate destacou a consolidação da carne bovina brasileira como produto competitivo no mercado global, com espaço crescente para diferenciação e valorização de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA