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Primeira entrega de títulos de 2026 garante segurança jurídica a produtores do Norte de Minas

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Produtores recebem títulos de propriedade em Fruta de Leite e São João da Ponte

O ano de 2026 começou com avanços para a cidadania e a segurança jurídica no campo no Norte de Minas. Nesta terça-feira (10/02), 72 produtores rurais de Fruta de Leite receberam os títulos de Regularização Fundiária, documentos que garantem a propriedade da terra onde vivem e desenvolvem suas atividades agrícolas.

A entrega marca a primeira ação do Governo de Minas neste ano, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Amanhã, mais 113 produtores receberão os documentos no município vizinho de São João da Ponte, totalizando 185 títulos entregues nesta semana.

Meta de 4 mil títulos em 2026

As entregas fazem parte do Programa de Regularização Fundiária, iniciativa estratégica da Seapa. A previsão é entregar 4.000 títulos de propriedade da terra ao longo do ano, somando 16.884 documentos concedidos desde 2019.

Segundo o subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal, José Ricardo Ramos Roseno, o objetivo é acelerar as entregas nos próximos meses:

“No ano passado, entregamos cerca de 3.900 títulos. Nosso grande desafio é alcançar pelo menos 3.500 até junho. Para isso, já iniciamos as entregas em Fruta de Leite e pretendemos manter um ritmo de aproximadamente 600 títulos por mês até metade do ano.”

Regularização garante acesso a políticas públicas e crédito rural

A posse do título de propriedade oferece segurança jurídica aos produtores e abre portas para o acesso a políticas públicas, como o crédito rural, permitindo investimentos na propriedade, expansão da produção, geração de empregos e aumento da renda familiar. O documento também facilita processos como aposentadoria rural.

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História de superação: casal produtivo de Fruta de Leite

O casal Maria de Fátima Correa da Silva e Wilson Barbosa da Silva, ambos com 51 anos, recebeu nesta terça-feira o título de seu terreno em Fruta de Leite. Eles cultivam goiaba por enxerto em um terreno comprado há mais de 10 anos, mas viviam sem segurança jurídica, com um contrato informal de gaveta.

“Tínhamos um contrato que não nos dava garantia de nada. Ficava difícil até vender a terra”, disse Maria de Fátima.

Com o título em mãos, o casal planeja expandir a produção e as vendas de goiaba, incluindo mercados de Montes Claros e potencialmente outros estados do Brasil. Eles aprenderam o cultivo por enxerto em São Paulo, onde trabalharam por mais de 30 anos, e retornaram à terra natal em busca de melhores oportunidades.

O extensionista do Escritório Emater-MG de Fruta de Leite, Paulo César Rocha Lopes, elogia o casal:

“Maria de Fátima e Wilson se destacam pela produção diferenciada no município.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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