AGRONEGÓCIO
Cafés especiais do Brasil podem gerar US$ 9,4 milhões em negócios na Ásia com ações do projeto “Brazil. The Coffee Nation”
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O projeto “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), ampliou a visibilidade internacional dos cafés especiais brasileiros com ações estratégicas nas feiras Café Show Seoul 2025, na Coreia do Sul, e Taiwan International Coffee Show 2025, em Taipé.
As iniciativas, realizadas em novembro, envolveram sessões de degustação (cupping) e apresentações de cafés premiados, atraindo centenas de novos contatos comerciais e gerando projeções de negócios que somam US$ 9,4 milhões para os próximos 12 meses.
Café Show Seoul 2025: Brasil conquista novos parceiros e amplia projeções
Entre 19 e 22 de novembro, 27 empresários brasileiros participaram da feira Café Show Seoul 2025, em Seul. A ação resultou em 908 contatos comerciais, sendo 755 com novos parceiros, e uma projeção de negócios de US$ 5,4 milhões até a próxima edição do evento.
Durante a feira, o estande brasileiro promoveu sessões de cupping com os Top 10 cafés das categorias Via Seca, Via Úmida e Experimental — todos finalistas do Cup of Excellence (CoE) Brazil 2025. As degustações aconteceram tanto no espaço do projeto setorial quanto em estandes de torrefações locais parceiras.
O público também pôde conhecer a diversidade e a qualidade dos cafés brasileiros em um brew bar, que destacou o papel da tecnologia, da pesquisa e da inovação na produção nacional. Essas iniciativas evidenciam a ampla variedade de sabores e processos de cultivo e pós-colheita que diferenciam o Brasil no mercado global.
Livestream mostra cafés premiados e parcerias com torrefações asiáticas
Além das degustações, a BSCA realizou um projeto de imagem com transmissão ao vivo (livestream) diretamente do estande brasileiro. A ação contou com a participação das empresas Mage Coffee e Ryans Coffee, compradoras de lotes vencedores do CoE, que apresentaram ao público asiático os diferenciais dos cafés especiais do Brasil e reforçaram a imagem de qualidade do produto nacional.
Taiwan International Coffee Show 2025: novos contatos e oportunidades
Poucos dias antes, entre 14 e 17 de novembro, o projeto também marcou presença na Taiwan International Coffee Show 2025, em Taipé, com 31 empresários brasileiros.
O estande do “Brazil. The Coffee Nation” promoveu cuppings com cafés vencedores do CoE Brazil 2025 e degustações no brew bar, além de fortalecer parcerias com torrefações locais. Ao todo, foram realizados 687 contatos comerciais, sendo 685 novos, o que deve resultar em US$ 4,03 milhões em negócios até dezembro de 2026.
Ásia se consolida como mercado estratégico para cafés especiais do Brasil
De acordo com a BSCA, o mercado asiático é fundamental para o crescimento da comunidade de cafés especiais do Brasil. Enquanto a Coreia do Sul já representa um mercado consolidado e em constante expansão, Taiwan surge como um país emergente, com crescente interesse por cafés de alta qualidade.
Caso as projeções se confirmem, as ações realizadas em novembro devem gerar US$ 9,435 milhões em negócios para o setor de cafés especiais brasileiros.
“Nossa participação nessas feiras é estratégica e necessária para continuarmos promovendo a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação dos cafés especiais do Brasil, reafirmando o país como líder global de produção e exportação. Além disso, fortalece nossos laços com parceiros sul-coreanos e taiwaneses, que são essenciais para difundir essa imagem junto aos consumidores locais”, destacou Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge
A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.
O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.
Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade
Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.
Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.
Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.
Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional
De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.
O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.
A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.
“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.
Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável
Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.
Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.
A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.
Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global
A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.
A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.
Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.
A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.
Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja
Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.
A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.
RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas
O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.
Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.
A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.
“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.
Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força
A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.
A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.
O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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