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Calor, chuvas e pendoamento desafiam cultivo de alface no Brasil

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Desafios climáticos impactam produção de alface

Oscilações de temperatura, excesso de chuvas e pendoamento precoce estão entre os principais desafios enfrentados pelos produtores de alface no Brasil.

Durante o verão, quando o estresse térmico é mais intenso, manter uniformidade, peso e qualidade comercial das plantas torna-se um desafio, impactando diretamente a produtividade e a regularidade da oferta no mercado.

Escolha da cultivar é estratégica para produtividade

Diante das adversidades climáticas, a escolha de cultivares com maior vigor vegetativo, sistema radicular robusto e tolerância a doenças e variações climáticas é determinante para reduzir perdas e garantir colheitas seguras ao longo do ano.

Materiais adaptados a altas temperaturas e umidade elevada ajudam o produtor a manter produtividade e qualidade mesmo nas épocas mais críticas.

Alfaces Margarete e Gloriosa oferecem estabilidade produtiva

Entre as opções de cultivares resistentes, destacam-se Margarete e Gloriosa, desenvolvidas para proporcionar estabilidade produtiva em diferentes épocas e sistemas de cultivo.

Segundo Silvio Nakagawa, especialista em brássicas e folhosas, a adaptação ao estresse climático é cada vez mais decisiva:

“Gloriosa e Margarete foram desenvolvidas para tolerar condições climáticas adversas e entregar produção justamente nos períodos em que a maioria das cultivares tradicionais encontra mais dificuldade, como no verão e em regiões de alta temperatura ou com muitas chuvas. São momentos em que a oferta é menor e o produtor que consegue produzir tem maior valorização do produto.”

Características da alface Margarete

A Margarete, do tipo crespa verde, apresenta plantas grandes e pesadas, com elevado número de folhas e excelente base. Seus principais atributos são:

  • Rusticidade e vigor radicular
  • Tolerância ao pendoamento precoce
  • Resistência intermediária ao vírus do mosaico da alface (LMV)
  • Talo mais grosso, facilitando manuseio e transporte
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O ciclo médio é de 35 a 40 dias após o transplante (DAT), sendo indicada para semeio ao longo de todo o ano.

Características da alface americana Gloriosa

A Gloriosa, variedade americana, forma cabeças grandes e uniformes, com folhas grossas e bem estruturadas. Suas folhas externas funcionam como proteção da cabeça, mantendo a qualidade mesmo sob condições adversas.

A cultivar é adaptada tanto ao cultivo em campo aberto quanto à hidroponia, com tolerância ao pendoamento precoce e ciclo médio de 50 a 55 DAT, apresentando melhor desempenho na primavera e verão.

Benefícios para produtores e mercado

Ao reunir vigor, adaptação climática e padronização, cultivares como Margarete e Gloriosa permitem:

  • Maior previsibilidade de colheita
  • Qualidade final consistente das folhas
  • Atender às exigências do mercado
  • Manter a rentabilidade da produção mesmo em períodos críticos

Essas características tornam as cultivares uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios impostos pelo clima e garantir produção estável e lucrativa ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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