AGRONEGÓCIO
Baixa oferta e melhora na qualidade elevam preço da banana no Vale do Ribeira
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Entre os dias 1º e 5 de dezembro, os preços da banana nanica e da banana prata registraram alta no Vale do Ribeira (SP). De acordo com o Hortifrúti/Cepea, a valorização está diretamente ligada à baixa oferta de frutas, um movimento sazonal já esperado para este período de colheita.
Além da menor disponibilidade, a melhoria na qualidade dos frutos também contribuiu para o aumento das cotações. As bananas deixaram de apresentar sinais típicos das temperaturas mais baixas registradas entre julho e setembro, como a casca mais escura, o que resultou em uma demanda mais aquecida nos mercados atacadistas.
Chuvas favorecem a recuperação da qualidade das frutas
Com o retorno das chuvas no Vale do Ribeira, após um período seco que se estendeu de julho até meados de outubro, a expectativa é de que a qualidade das bananas continue melhorando nas próximas semanas. Esse cenário deve sustentar o movimento de alta nos preços no curto prazo.
Cotações registram avanço de até 11% na semana
De acordo com os dados do Cepea, a banana nanica de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,92/kg, representando um aumento de 5% em relação à semana anterior. Já a banana prata alcançou o valor médio de R$ 3,30/kg, com alta de 11% no mesmo período.
Expectativa de novas altas com aumento da demanda de fim de ano
Com a aproximação das festas e o crescimento do fluxo de turistas nas regiões litorâneas, os colaboradores do Hortifrúti/Cepea esperam uma demanda ainda mais intensa por frutas de melhor qualidade, o que pode resultar em novas elevações nos preços até o final de dezembro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
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