AGRONEGÓCIO
Calor recorde pressiona o agronegócio e acelera busca por eficiência no uso de insumos
AGRONEGÓCIO
Aquecimento global já impacta diretamente o agronegócio
O registro de níveis recordes de acúmulo de calor na Terra em 2025, divulgado pela Organização das Nações Unidas, acende um alerta que vai além das discussões ambientais e já afeta diretamente setores estratégicos da economia.
Entre os mais sensíveis a esse cenário está o agronegócio, que passa a enfrentar, de forma mais intensa, os efeitos de um clima cada vez mais instável e imprevisível.
Altas temperaturas favorecem pragas e reduzem produtividade
Na prática, o aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm alterado o comportamento das lavouras. Esse cenário favorece a proliferação de pragas, o surgimento de novas doenças e o aumento do estresse hídrico nas plantas.
Como consequência, os produtores enfrentam queda de produtividade, elevação dos custos operacionais e maior dificuldade no planejamento das safras.
Eficiência no uso de insumos se torna prioridade no campo
Diante desse contexto, o setor passa por uma mudança de abordagem. Mais do que ampliar o uso de insumos, o foco agora está na eficiência.
A forma como os produtos são aplicados, absorvidos e aproveitados pelas plantas torna-se um fator decisivo para garantir resultados, especialmente em um ambiente produtivo mais desafiador.
Calor compromete desempenho das soluções agrícolas
Segundo especialistas, o impacto das altas temperaturas não se limita ao desenvolvimento das culturas, mas também afeta diretamente a performance dos insumos utilizados no manejo agrícola.
De acordo com Loremberg Moraes, diretor da Hydroplan-EB, o calor pode comprometer a eficiência das aplicações.
“Quando falamos em aumento de temperatura, estamos falando também de maior volatilização, menor absorção e maior risco de perda de eficiência dos insumos. Em um cenário como esse, não basta aplicar, é preciso garantir que aquilo que foi aplicado realmente gere resultado”, afirma.
Tecnologias de aplicação ganham espaço nas lavouras
Diante dessa nova realidade, soluções voltadas à melhoria da eficiência de aplicação têm ganhado relevância no campo.
Tecnologias que aumentam a aderência, potencializam a absorção e reduzem perdas tornam-se estratégicas, permitindo ao produtor extrair mais resultados com o mesmo nível de investimento.
Sustentabilidade e redução de desperdícios entram no radar
Além dos ganhos produtivos, a busca por eficiência também está alinhada à crescente demanda por práticas mais sustentáveis no agronegócio.
A redução de desperdícios e a otimização no uso de recursos passam a ser não apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade frente às mudanças climáticas.
Agro seguirá na linha de frente dos impactos climáticos
Com o avanço do aquecimento global e a tendência de maior instabilidade climática nos próximos anos, especialistas apontam que o agronegócio continuará entre os setores mais impactados — e também entre os mais estratégicos na busca por soluções.
Nesse cenário, produzir com eficiência deixa de ser apenas uma meta e passa a ser um fator essencial, exigindo inteligência no manejo e precisão em todas as etapas do processo produtivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026
Exportações de carnes atingem maior nível da história em SC
Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, tanto em volume quanto em faturamento.
De janeiro a março, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,17 bilhão — crescimento de 4% em volume e de 9,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Carne suína lidera avanço e amplia participação internacional
A carne suína foi o principal destaque das exportações catarinenses no período. O estado embarcou 182,4 mil toneladas, gerando receita de US$ 454,3 milhões.
Os números representam alta de 4% em volume e de 7,5% em faturamento, configurando também o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.
No cenário nacional, Santa Catarina consolidou sua liderança ao concentrar:
- 47,8% do volume exportado de carne suína do Brasil
- 50,1% da receita total do segmento
Japão impulsiona demanda por carne suína catarinense
O Japão foi o principal destino da carne suína de Santa Catarina, responsável por 31,7% da receita total no período.
O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume embarcado e de 53,7% no faturamento, refletindo o aquecimento da demanda asiática.
Outros destinos relevantes incluem Filipinas e China, que seguem como importantes parceiros comerciais do estado.
Exportações de frango crescem e batem recorde de receita
As exportações de carne de frango também apresentaram desempenho positivo. Foram embarcadas 316,7 mil toneladas, com faturamento de US$ 664,3 milhões.
O resultado representa:
- Alta de 3,2% em volume
- Crescimento de 7,7% em receita
O faturamento alcançado é o maior da série histórica para o período, enquanto o volume embarcado figura como o segundo maior já registrado.
Tensões no Oriente Médio impactam embarques em março
Apesar do desempenho geral positivo, houve recuo nas exportações para o Oriente Médio ao longo de março.
Segundo análise da Epagri/Cepa, o movimento está relacionado a tensões geopolíticas na região, que afetaram a logística e elevaram custos operacionais.
Ainda assim, o crescimento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração observada naquele destino.
Santa Catarina mantém protagonismo nas exportações brasileiras
No consolidado nacional, Santa Catarina respondeu por:
- 24,5% da receita das exportações brasileiras de carne de frango
- 22,3% do volume total embarcado
Os números reforçam a relevância do estado no cenário agroindustrial brasileiro, com destaque para competitividade, sanidade e acesso a mercados internacionais.
Setor segue como pilar do agronegócio catarinense
O desempenho recorde no início de 2026 consolida o setor de carnes como um dos principais motores da economia de Santa Catarina.
A expectativa do mercado é de manutenção do ritmo positivo ao longo do ano, sustentado pela demanda externa aquecida e pela competitividade da produção brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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