RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Centro de Pesquisa da Titan Pneus impulsiona eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro

Publicados

AGRONEGÓCIO

Com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) instalado em São Paulo, a Titan Pneus vem se consolidando como uma referência em inovação no setor agrícola. A empresa desenvolve soluções específicas para o agro brasileiro, capazes de suportar altas cargas e longas jornadas de trabalho em diferentes tipos de solo, sempre com foco em desempenho, durabilidade e segurança.

A agricultura do país, uma das mais dinâmicas e complexas do mundo, exige máquinas em operação contínua e produtos de alta performance. Nesse contexto, a presença de uma estrutura nacional de P&D é um diferencial competitivo, permitindo o desenvolvimento de pneus adaptados às reais condições do campo brasileiro.

Inovação e sustentabilidade na fabricação de pneus agrícolas

De acordo com Ricardo Karasz, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Titan Pneus, o centro tecnológico tem sido essencial para acelerar a inovação e aprimorar os processos produtivos.

“Na Titan, essa complexidade se traduz em tecnologia e inovação contínua, com investimentos que vêm transformando a forma de projetar e fabricar pneus agrícolas no Brasil”, afirma Karasz.

Nos últimos dois anos, a estrutura de P&D da empresa proporcionou avanços expressivos em sustentabilidade e eficiência. A Titan eliminou completamente retrabalhos em moldes fora de especificação e evitou o descarte de cerca de 8,7 toneladas de borracha, tecidos, arames e derivados, tornando o processo mais preciso, econômico e ambientalmente responsável.

Leia Também:  Dólar sobe e encosta em R$ 4,92 com atenção do mercado ao cenário global; Ibovespa recua
Simulações virtuais reduzem erros e desperdícios

Um dos principais diferenciais tecnológicos do centro é o uso de softwares avançados de simulação, que permitem estudar o comportamento dos pneus em ambientes virtuais, antes mesmo da fabricação dos moldes.

Com essa metodologia, os engenheiros conseguem prever como o pneu reagirá a diferentes cargas e deformações, garantindo um desenvolvimento mais assertivo e sustentável.

“Antes de produzir o molde, já sabemos se o projeto é viável e se vale o investimento”, explica Karasz.

Essa inovação reduziu pela metade a necessidade de produção de protótipos — projetos que antes exigiam quatro pneus de teste agora utilizam apenas um ou dois. A medida diminuiu o desperdício de materiais, aumentou a eficiência produtiva e praticamente eliminou o risco de erro dimensional, gerando ganhos técnicos, econômicos e ambientais.

Engenharia colaborativa e testes de campo

O Centro de P&D da Titan conta com uma equipe multidisciplinar de engenheiros especializados em diferentes áreas, incluindo simulação virtual, design de moldes, testes e validação prática.

Além do ambiente digital, a empresa mantém um rigoroso programa de testes de campo, com dezenas de pneus avaliados em condições reais de uso antes da liberação comercial.

“Essa etapa é indispensável para confirmar se o desempenho previsto nas simulações se confirma no campo”, destaca Karasz.

Competitividade, inovação e visão de futuro

Segundo Karasz, o principal desafio das fabricantes nacionais é manter a competitividade frente aos produtos importados, sem abrir mão da qualidade e da performance.

“Competitividade não é apenas preço. É entregar um produto que atenda às necessidades do cliente, com desempenho, durabilidade e tecnologia”, afirma o gerente.

A Titan também acompanha de perto as tendências de inteligência artificial (IA) e automação industrial, tecnologias que prometem transformar o desenvolvimento de novos produtos. Ainda assim, Karasz ressalta que o papel da engenharia continua essencial:

“A inteligência artificial pode apoiar o nosso trabalho, mas não substitui o olhar técnico e o raciocínio crítico do engenheiro. É uma ferramenta poderosa, que deve ser usada com responsabilidade e cautela.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Indonésia exige que UE remova tarifas sobre biodiesel após decisão da OMC

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Metade do prazo já passou e renegociação rural de R$ 100 bilhões ainda não chega ao produtor

Publicados

em

Por

Metade do prazo para a contratação das linhas especiais destinadas à renegociação das dívidas rurais já transcorreu, mas produtores continuam relatando dificuldades para acessar o programa. A Medida Provisória nº 1.376, publicada em 15 de julho, concedeu 120 dias para as operações, período que termina em meados de novembro.

A demora ocorre quando R$ 207,5 bilhões da carteira ativa de crédito rural apresentam algum tipo de problema. O valor corresponde a 23,5% do total e reúne financiamentos inadimplentes, vencidos, renegociados ou prorrogados, segundo dados de julho do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O mecanismo foi anunciado com potencial para renegociar mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores e cooperativas atingidos por eventos climáticos ou pela queda dos preços agrícolas. O Banco do Brasil calcula que até 113 mil clientes da instituição podem ser alcançados pelas novas condições.

Na prática, porém, exigências documentais, custos adicionais, pedidos de novas garantias e cobrança de entrada estão impedindo que parte dos produtores conclua a operação. As dificuldades atingem principalmente agricultores familiares, pequenos produtores e propriedades com o caixa mais comprometido.

Em nota a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a execução da medida e pediu que o Congresso acompanhe o funcionamento das linhas. A entidade reconhece a importância da renegociação, mas avalia que os recursos ainda não chegam ao campo na velocidade e na escala exigidas pela crise.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a existência da linha não basta se as condições impedirem a contratação.

“A renegociação foi apresentada como uma saída para produtores que acumulam perdas há várias safras. Se o agricultor chega ao banco e encontra uma sequência de exigências que não consegue cumprir, a política existe no papel, mas não resolve o problema dentro da propriedade”, afirma Rezende.

Para acessar as condições gerais, o produtor precisa comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. A comprovação deve ser feita por laudo emitido por profissional legalmente habilitado.

Leia Também:  Colheita de trigo avança no Sul e importações pressionam preços do cereal

A exigência busca dar segurança à aplicação dos recursos públicos, mas se transformou em um dos principais obstáculos. Além do custo de contratação do responsável técnico, o produtor pode ter dificuldade para reconstruir dados de lavouras cultivadas vários anos atrás.

A FPA propõe que pequenos produtores possam apresentar laudos coletivos quando as propriedades de uma mesma região tiverem sido atingidas pelo mesmo evento climático. Também defende a dispensa de um novo documento nos casos de operações que já passaram por renegociação e permanecem com saldo comprometido.

“Não se trata de retirar a fiscalização nem de aceitar informações sem comprovação. É possível manter o rigor e, ao mesmo tempo, reconhecer perdas coletivas provocadas por uma seca, enchente ou geada. Exigir dezenas de laudos individuais para propriedades vizinhas atingidas pelo mesmo evento aumenta o custo e atrasa uma solução urgente”, diz Isan Rezende.

A medida provisória permite renegociar financiamentos de custeio, comercialização e industrialização, determinadas parcelas de investimentos e algumas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira. As operações precisam atender às datas e condições estabelecidas no texto.

Os limites chegam a R$ 400 mil para agricultores familiares atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 2 milhões para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores.

As taxas anuais são de 6% para o Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação, embora os juros sejam pagos durante a carência.

Nos casos mais graves, envolvendo perdas de pelo menos 40% da renda em três ou mais safras, os limites e os prazos são ampliados. O financiamento pode chegar a R$ 8 milhões para produtores fora do Pronaf e do Pronamp, com pagamento em até dez anos.

Outro problema é a cobrança de entrada. Produtores que procuram a renegociação geralmente já enfrentam falta de capital de giro. Exigir um pagamento antecipado pode excluir justamente aqueles que apresentam maior necessidade de reorganizar o passivo.

Leia Também:  Febrac lança Shopping Rural na Expointer e entrega Medalha Paulo Brossard a destaques do agro

Há ainda preocupação com a próxima safra. A medida provisória determina que a renegociação não pode impedir a contratação de novos financiamentos nem levar o beneficiário a cadastros restritivos. Ao mesmo tempo, permite que os bancos apliquem suas políticas internas, reavaliem o risco e peçam reforço das garantias.

Essa combinação cria uma diferença entre a proteção escrita na norma e a decisão tomada na agência bancária. Formalmente, a adesão não bloqueia o crédito. Na avaliação individual, entretanto, o comprometimento financeiro pode levar o banco a recusar ou limitar novos recursos.

“A dívida passada precisa ser reorganizada para que o produtor volte a produzir. Renegociar o passivo e fechar a porta do crédito para a nova safra apenas adia o problema. Sem custeio, ele planta menos, reduz tecnologia, perde produtividade e volta a ter dificuldade para pagar”, alerta Rezende.

Os dados nacionais já mostram uma retração do financiamento tradicional. A área produtiva atendida pelas linhas de custeio do Plano Safra caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, redução próxima de 26%.

No mesmo período, o valor contratado em crédito rural tradicional, sem considerar títulos privados como as CPRs, recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos diminuiu 10,3% e ficou em 777,8 mil.

A FPA também pede que sejam preservadas as características dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Essas fontes possuem regras próprias e têm peso maior em regiões nas quais produtores encontram menos alternativas no sistema bancário.

A medida provisória está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para ser transformada definitivamente em lei. A frente parlamentar defende ajustes que reduzam as barreiras operacionais sem eliminar os mecanismos de controle.

O prazo aumenta a urgência. Uma renegociação concluída depois da janela de plantio pode reorganizar o balanço da propriedade, mas já não devolve a oportunidade de produzir naquela safra. Para o campo, o sucesso da medida não será medido pelos R$ 100 bilhões anunciados, mas pelo número de produtores que conseguirem contratar, recuperar o crédito e continuar produzindo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA