AGRONEGÓCIO
Indonésia exige que UE remova tarifas sobre biodiesel após decisão da OMC
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A Indonésia solicitou à União Europeia (UE) a remoção imediata das tarifas compensatórias sobre as importações de biodiesel, após a Organização Mundial do Comércio (OMC) apoiar várias reivindicações do país em uma disputa iniciada em 2023.
O país, maior exportador mundial de óleo de palma, alegou que as tarifas cobradas pela UE, seu terceiro maior mercado, violavam regras comerciais internacionais. “Pedimos à UE que revogue imediatamente essas tarifas de importação que não estão em conformidade com a OMC”, afirmou o ministro do Comércio indonésio, Budi Santoso.
Histórico das tarifas de biodiesel da UE
Desde 2019, a União Europeia aplica tarifas de 8% a 18% sobre o biodiesel indonésio, argumentando que os produtores do país recebem subsídios, incentivos fiscais e acesso a matérias-primas abaixo do preço de mercado.
No entanto, o painel da OMC concluiu que as tarifas de exportação da Indonésia sobre o óleo de palma não podem ser classificadas como subsídios, fortalecendo a posição de Jacarta.
Reação do setor e preocupações sobre desmatamento
A Associação de Óleo de Palma da Indonésia (GAPKI) celebrou a decisão da OMC e pediu que a Comissão Europeia garanta que futuras regulamentações da UE, especialmente relacionadas ao desmatamento, não discriminem o óleo de palma indonésio.
Um representante da UE em Jacarta ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido.
Exportações e expectativas de livre comércio
As exportações indonésias de biodiesel à base de óleo de palma tiveram queda significativa, passando de 1,32 milhão de quilolitros em 2019 para 27 mil quilolitros em 2024.
Apesar da histórica resistência da UE a atender solicitações similares, Jacarta espera que o futuro acordo de livre comércio entre os blocos abra caminho para maior acesso ao mercado europeu, beneficiando o setor de óleo de palma e outros produtos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil
Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo
A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.
Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.
Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo
Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.
De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.
“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.
Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro
Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.
Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.
Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.
Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural
Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.
“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.
Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.
Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio
Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.
Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.
“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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