AGRONEGÓCIO
Certificação de bem-estar animal cresce 100% na Ásia e fortalece produção responsável
AGRONEGÓCIO
A Certified Humane Internacional, representante na América Latina e Ásia da Humane Farm Animal Care (HFAC), registrou crescimento de 100% nos últimos cinco anos no número de empresas certificadas. A expansão reflete a crescente demanda global por alimentos produzidos de forma ética e responsável. Atualmente, o selo está presente em 41 operações em nove países asiáticos, incluindo Índia, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia, Turquia, Vietnã, Filipinas e Laos.
Demanda do consumidor por alimentos responsáveis
Pesquisa da NSF, realizada em março de 2025, indica que 73% dos consumidores globais consideram o bem-estar animal relevante na hora de escolher produtos. No Brasil, esse índice sobe para 81%. A crescente conscientização impulsiona a adoção de práticas éticas na produção animal e reforça a importância de selos certificados para diferenciar produtos no mercado.
Crescimento rápido na Ásia
A entrada da Certified Humane na Ásia começou em 2017 e, desde 2018, passou de três para 35 operações certificadas. O foco está em galinhas poedeiras, mas também inclui frangos de corte e gado leiteiro. “O número de novos clientes asiáticos tem crescido três a quatro vezes mais rápido do que em outras regiões em desenvolvimento, como a América Latina”, afirma Luiz Mazzon, diretor da Certified Humane para América Latina e Ásia.
Benefícios para produtores e consumidores
O selo Certified Humane não apenas garante práticas éticas, mas também impacta positivamente a produtividade. Animais criados em ambientes que respeitam seu comportamento natural, com boa nutrição, espaço adequado e manejo positivo, apresentam menor estresse, menos problemas imunológicos e melhor desempenho reprodutivo e produtivo. Isso se reflete em maior taxa de postura, melhor conversão alimentar e qualidade superior dos produtos finais.
Brasil como referência de credibilidade
No Brasil, a Certified Humane certifica mais de 380 fazendas e granjas, incluindo empresas como Mantiqueira, Terra Límpida e Carapreta Carnes Nobres. Indústrias que utilizam matérias-primas certificadas, como Unilever, Barilla do Brasil, Nissin e Seara, também podem obter o selo. O programa consolidou-se como referência em boas práticas na produção animal e projeta crescimento contínuo, especialmente com novas normas, como a criação de tilápias certificadas.
Independência e rigor técnico do selo
Criada nos Estados Unidos há mais de 20 anos, a Certified Humane atua em 26 países e impacta a vida de mais de meio bilhão de animais anualmente. Auditorias são conduzidas por inspetores próprios, veterinários ou zootecnistas especializados, garantindo padronização e confiança. “Não temos fins lucrativos, o que nos permite manter os mais altos padrões de bem-estar em todas as regiões onde atuamos”, explica Luiz Mazzon.
Aproximação com produtores e consumidores locais
Além de auditorias, a Certified Humane investe em treinamento de auditores locais e em comunicação adaptada aos idiomas regionais, como indonésio, tailandês e vietnamita, fortalecendo a conscientização de produtores e consumidores sobre a importância do bem-estar animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio
O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.
Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.
Soja lidera crescimento das exportações brasileiras
A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.
Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.
A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.
Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.
Milho acelera e amplia participação no comércio global
Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.
O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.
Portos do Arco Norte ampliam relevância logística
A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.
Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial
As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.
Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.
A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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