AGRONEGÓCIO
Certificação de cruzamentos Hereford e Braford cresce 80% e impulsiona valorização da pecuária brasileira
AGRONEGÓCIO
A certificação de produtos de cruzamento das raças Hereford e Braford registrou crescimento de aproximadamente 80% no Brasil até abril de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço reflete o aumento da procura por animais com genética comprovada e maior valorização da qualidade racial na pecuária de corte.
Os dados são da Associação Brasileira de Hereford e Braford, que aponta expansão consistente da demanda principalmente entre confinamentos da região Centro do país e compradores ligados ao mercado de exportação.
Confinamentos e exportação puxam crescimento da certificação
Segundo a entidade, a procura por animais certificados tem sido impulsionada principalmente pelos confinamentos brasileiros, que buscam maior padronização genética e desempenho produtivo.
O estado de São Paulo aparece entre os destaques na aquisição de fêmeas destinadas à exportação, especialmente para a Turquia.
A certificação funciona como ferramenta oficial de comprovação genética dos animais e agrega maior segurança nas negociações comerciais.
Para receber o documento, o produto de cruzamento precisa apresentar pelo menos 50% de genética Hereford ou Braford, condição validada por meio dos registros dos touros utilizados ou pela documentação referente ao sêmen empregado na inseminação artificial.
Processo de certificação reforça rastreabilidade e segurança comercial
O procedimento inclui visita técnica às propriedades, avaliação dos animais aptos ao enquadramento racial e identificação individual por meio de brinco padrão.
Após a vistoria, as informações são encaminhadas à Associação Brasileira de Hereford e Braford, responsável pela emissão oficial do certificado.
Segundo a entidade, o reconhecimento da origem genética contribui diretamente para:
- valorização dos lotes;
- fortalecimento da rastreabilidade;
- segurança nas negociações;
- diferenciação comercial dos animais.
A certificação também favorece vendas em remates, leilões e negociações diretas, especialmente em mercados mais exigentes quanto à procedência genética.
Benefício fiscal aumenta competitividade dos criadores
Outro fator apontado pela ABHB é o impacto econômico proporcionado pela certificação.
Assim como ocorre com animais registrados, os produtos de cruzamento certificados contam com isenção de ICMS nas operações de venda, benefício que amplia a competitividade dos criadores e agrega valor aos negócios pecuários.
Pecuária valoriza genética comprovada
De acordo com a superintendente de registro genealógico da ABHB, Natacha Lüttjohann, o crescimento acompanha o fortalecimento do mercado pecuário e a maior valorização de animais com origem reconhecida.
“A procura pelos produtos de cruzamento tem aquecido de forma consistente o mercado, refletindo o bom momento da pecuária e a valorização de animais com origem e genética comprovadas”, afirmou.
Segundo ela, a entidade vem ampliando o suporte técnico aos criadores para acompanhar o aumento da demanda por certificação no país.
Criadores podem solicitar certificação diretamente à ABHB
Os produtores interessados podem solicitar a certificação diretamente à associação, mediante apresentação da documentação que comprove a origem genética dos animais.
O atendimento técnico é realizado conforme a demanda das propriedades rurais que buscam o reconhecimento oficial dos produtos de cruzamento Hereford e Braford, mercado que segue em expansão na pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produtores de algodão reforçam combate a pragas e doenças com foco em manejo sustentável nas lavouras
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoverá, no próximo dia 14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD, iniciativa voltada ao fortalecimento do manejo integrado de pragas e doenças nas lavouras de algodão brasileiras.
O evento reunirá pesquisadores, consultores, produtores rurais e especialistas nacionais e internacionais para debater soluções voltadas à eficiência produtiva, preservação das biotecnologias e redução dos custos de produção da cotonicultura.
A proposta é ampliar a disseminação de tecnologias e práticas sustentáveis capazes de aumentar a produtividade e reduzir os impactos causados por pragas e doenças no campo.
Manejo integrado ganha força na cotonicultura brasileira
O workshop integra as ações do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012 pela Abrapa para incentivar práticas sustentáveis na cadeia produtiva do algodão.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, o manejo integrado de pragas é considerado estratégico para o futuro da cotonicultura nacional.
“O uso eficiente de insumos é fundamental para manter a competitividade do algodão brasileiro. As práticas de manejo integrado fazem parte das exigências do programa ABR para os produtores certificados”, destacou.
Uso de bioinsumos avança entre produtores de algodão
Levantamento realizado pela Abrapa em 2025 aponta crescimento significativo da adoção de bioinsumos no setor. O estudo avaliou 470 fazendas certificadas pelo programa ABR e identificou que 79,8% delas já utilizam soluções biológicas no controle de pragas e doenças.
O avanço dos bioinsumos reflete a busca dos produtores por alternativas mais sustentáveis, eficientes e alinhadas às exigências do mercado global de fibras.
Além da redução da pressão química nas lavouras, o uso de biológicos contribui para o manejo de resistência de pragas e para a preservação das tecnologias disponíveis no mercado.
Bicudo-do-algodoeiro e doenças estarão no centro dos debates
A programação do Workshop de MIPD será dividida em três grandes eixos:
- Manejo de bicudo e lagartas;
- Controle de doenças;
- Uso de agentes biológicos.
Entre os principais temas discutidos estão:
- Cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas regiões produtoras;
- Manejo integrado de pragas;
- Destruição de soqueira;
- Manejo de lagartas;
- Fortalecimento das áreas de refúgio;
- Controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.
O encontro também abordará o uso de ferramentas seletivas e iniciativas colaborativas voltadas à redução dos custos de produção e ao aumento da eficiência no uso de defensivos e bioinsumos.
Especialistas brasileiros e australianos participam do evento
O workshop contará com palestrantes de importantes instituições de pesquisa e ensino, entre elas:
- Embrapa Algodão;
- ESALQ;
- UFPel;
- UFRPE;
- Fundação Bahia;
- Fundação Chapadão;
- IMAmt.
O evento também terá participação de cotonicultores australianos, fortalecendo a troca internacional de experiências sobre manejo fitossanitário e sustentabilidade na produção de algodão.
As apresentações terão tradução simultânea em português e inglês, ampliando a integração técnica entre os participantes.
Sustentabilidade e produtividade são prioridades do setor
A iniciativa reforça o movimento do setor algodoeiro brasileiro em direção a uma produção mais sustentável, eficiente e alinhada às exigências dos mercados internacionais.
Com o aumento dos desafios relacionados à resistência de pragas, pressão de doenças e custos de produção, o manejo integrado vem sendo tratado como uma das principais estratégias para garantir competitividade, produtividade e segurança fitossanitária nas lavouras de algodão do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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