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China amplia liderança no comércio com o Brasil em 2025, impulsionada por agro e petróleo

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Brasil e China batem recorde histórico nas relações comerciais

A parceria comercial entre Brasil e China alcançou em 2025 o maior valor da série histórica, consolidando o país asiático como o principal destino das exportações brasileiras.

De acordo com análise de Tulio Cariello, do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a corrente de comércio — soma das exportações e importações — entre os dois países atingiu US$ 171 bilhões, um avanço de 8,2% em relação a 2024.

O valor é mais que o dobro do comércio Brasil–Estados Unidos, que somou US$ 83 bilhões no mesmo período, mantendo os norte-americanos na segunda posição entre os parceiros comerciais do país.

Superávit com a China chega a US$ 29,1 bilhões

O saldo comercial com a China seguiu altamente positivo, marcando o 17º ano consecutivo de superávits. Em 2025, o resultado foi de US$ 29,1 bilhões, o equivalente a 43% de todo o superávit comercial brasileiro com o mundo.

A China respondeu por 28,7% das exportações e 25,3% das importações do Brasil, mantendo liderança nos dois fluxos comerciais. As vendas brasileiras para o país cresceram 6%, totalizando US$ 100 bilhões, o segundo maior valor já registrado, enquanto as importações chinesas subiram 11,5%, chegando a US$ 70,9 bilhões, o maior patamar da história.

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Agro e indústria extrativa sustentam o desempenho

O resultado expressivo das exportações brasileiras foi impulsionado principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa, setores que concentraram boa parte das vendas para o mercado chinês.

A China absorveu 47% das exportações do agronegócio e 51,5% da indústria extrativa nacional, com destaque para o petróleo, que atingiu recordes de volume e valor: 44 milhões de toneladas exportadas, somando US$ 20 bilhões, o equivalente a 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Café e carne bovina em alta; frango e suínos recuam

Entre os produtos agropecuários, o café não torrado teve desempenho notável, mais que dobrando em valor. Já a carne bovina alcançou recorde histórico de exportações para o mercado chinês.

Em contrapartida, as vendas de carne de frango e carne suína apresentaram queda, refletindo ajustes na demanda e na oferta global desses produtos.

China reforça papel de principal fornecedora industrial

Do lado das importações, o Brasil ampliou as compras de produtos chineses, especialmente de veículos híbridos, bens químicos e farmacêuticos, fortalecendo o papel da China como principal fornecedora de produtos industrializados.

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Entre os destaques, está a aquisição de uma plataforma de petróleo avaliada em US$ 2,66 bilhões, que contribuiu para o crescimento expressivo das importações em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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