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Chuvas animam citricultores, mas ventos fortes geram preocupação no Sudeste

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A volta das chuvas nas principais regiões citrícolas do Sudeste do Brasil, especialmente em São Paulo, Paraná e parte de Minas Gerais, trouxe otimismo aos produtores. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a precipitação contribui para o desenvolvimento da florada da safra 2026/27, considerada crucial para o setor.

Ventos fortes causam danos e preocupam produtores

Apesar do clima favorável à florada, os ventos intensos que acompanharam as chuvas têm gerado impactos negativos. Conforme o Cepea, alguns prejuízos já foram registrados, incluindo a queda de frutas. O cenário é ainda mais delicado nesta temporada devido à propagação de doenças como o greening e o cancro cítrico, que ameaçam a produtividade e a qualidade dos frutos.

Preços do mercado de mesa se mantêm firmes

No mercado de mesa, a demanda aquecida tem sustentado os preços das frutas. O Cepea aponta que, mesmo com os desafios climáticos, o consumo continua estável, garantindo certa segurança para os citricultores nesta fase de transição entre safras.

Indústria prefere compras spot; contratos permanecem limitados

No setor industrial, a preferência dos compradores tem sido por aquisições no mercado spot, em detrimento de contratos futuros. Os poucos acordos firmados apresentam valores próximos de R$ 50,00 por caixa, com exigência de alto teor de brix, segundo relatos de agentes do setor ao Cepea.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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