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Chuvas impulsionam o desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul

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Panorama geral do cultivo no RS

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul avançaram no desenvolvimento ao longo da última semana, beneficiadas pelas chuvas recentes e pela retomada das atividades de manejo. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, por meio do Informativo Conjuntural. De acordo com o boletim, o ritmo de desenvolvimento varia conforme a região administrativa.

Região de Bagé: uniformidade na germinação e intensificação do manejo

Em Bagé, as chuvas das últimas semanas favoreceram a germinação nas áreas semeadas tardiamente. O clima também permitiu o retorno das práticas de manejo, como capinas, adubações nitrogenadas e aplicação de fungicidas nas lavouras que se encontram em fase vegetativa e de perfilhamento. A presença de dias ensolarados colaborou para a retomada do crescimento das plantas.

Caxias do Sul: semeadura próxima da conclusão

Na regional de Caxias do Sul, a semeadura avançou significativamente e está praticamente concluída. Restam apenas algumas áreas pontuais, onde os produtores aguardam para cultivar feijão na safra de verão, o que pode estender a colheita do trigo até meados de dezembro. Os cultivos apresentam boa germinação, bom estabelecimento inicial e condições fitossanitárias consideradas normais.

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Frederico Westphalen: lavouras em fase vegetativa

As lavouras da região de Frederico Westphalen estão em fase vegetativa, com bom afilamento. Apesar das variações climáticas, o desenvolvimento segue dentro do esperado. Houve intensificação nas aplicações de herbicidas para o controle de azevém e, nas áreas mais adiantadas, já foram feitas aplicações de fungicidas.

Ijuí: crescimento vigoroso e controle eficaz de plantas daninhas

Na região de Ijuí, o crescimento das lavouras de trigo tem sido uniforme e vigoroso. O controle de plantas daninhas está sendo realizado de forma eficiente, o que contribui para preservar o potencial produtivo da cultura.

Pelotas: cerração limitou o desenvolvimento, mas semana foi positiva

Na regional de Pelotas, as manhãs com cerração e a baixa luminosidade antes das chuvas limitaram temporariamente o desenvolvimento fisiológico das plantas. No entanto, com o avanço da semana e o retorno da umidade, as lavouras retomaram o ritmo de desenvolvimento, aproximando-se do encerramento das etapas iniciais.

Santa Maria: clima favorece práticas de manejo

Em Santa Maria, a alternância entre sol e chuva favoreceu o crescimento das plantas e permitiu a aplicação eficiente de adubação nitrogenada. Também houve progresso nas demais práticas de manejo, com destaque para o controle de plantas invasoras.

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Santa Rosa: perfilhamento e uso forrageiro ganham destaque

Na região de Santa Rosa, o trigo se encontra predominantemente na fase de perfilhamento, com início do alongamento do colmo em algumas lavouras. As condições climáticas têm sido positivas, mantendo as expectativas de produtividade. A semana também foi marcada pelo aumento das áreas destinadas ao pastejo e à produção de silagem, com o uso forrageiro da cultura se consolidando.

Soledade: semeadura finalizada e boas condições iniciais

Na região de Soledade, a semeadura foi concluída dentro do calendário recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Metade das áreas foi implantada em junho e a outra metade no início de julho. Nas lavouras com maior nível tecnológico, já está em curso a segunda aplicação de nitrogênio e iniciadas as aplicações de fungicidas para controle de manchas foliares. As lavouras apresentam germinação adequada e emergência uniforme.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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