AGRONEGÓCIO
CNA Participa de Reunião da FPA sobre Modernização da Jornada de Trabalho
AGRONEGÓCIO
Encontro Reúne Setor Produtivo em Brasília
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última terça-feira (3), de reunião promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com a Coalizão de Frentes Produtivas, com o objetivo de debater a modernização da jornada de trabalho no país.
O encontro foi realizado em Brasília (DF) e reuniu dirigentes de confederações patronais, associações setoriais e representantes da sociedade civil, que apresentaram um manifesto conjunto assinado por 100 entidades, reforçando a posição do setor sobre o tema.
CNA Representada por Lideranças do Agro
A CNA esteve representada pelos vice-presidentes Humberto Miranda e Marcelo Bertoni, além do diretor jurídico Rudy Ferraz. Durante o debate, Humberto Miranda destacou a preocupação do setor agropecuário com possíveis alterações na jornada de trabalho, ressaltando que as mudanças podem impactar diretamente trabalhadores, empregadores e a sociedade como um todo.
“É fundamental considerar a diversidade dos setores econômicos, inclusive dentro do agro, onde cada cadeia produtiva possui realidades e necessidades distintas”, afirmou Miranda.
Debate Inclui Análise de Impactos Econômicos
O encontro também contou com a participação do professor José Pastore, convidado para avaliar os efeitos da modernização da jornada de trabalho em diferentes setores da economia.
O objetivo é subsidiar decisões legislativas e estratégicas, garantindo que qualquer alteração considere as especificidades das cadeias produtivas e os impactos sobre a competitividade e a geração de empregos.
Setor Agropecuário Reforça Diálogo com Legislativo
A participação da CNA no debate evidencia o compromisso do setor em manter o diálogo com o poder legislativo e contribuir para a construção de políticas trabalhistas equilibradas, que conciliem a proteção ao trabalhador e a viabilidade econômica das atividades agropecuárias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásMBRF investe R$ 500 milhões na Gelprime e amplia produção de colágeno e gelatina no Brasil
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásValtra lança Série M5 com até 185 cv e amplia eficiência no campo com nova geração de tratores
-
POLÍTICA NACIONAL5 dias atrásComissão aprova punir uso de “conta laranja” com bloqueio bancário por até cinco anos
-
POLÍTICA NACIONAL5 dias atrásComissão aprova programa de ecoturismo e incentivos para comunidades da Amazônia
-
POLÍTICA NACIONAL5 dias atrásComissão debate reajuste automático anual no Programa Nacional de Alimentação Escolar; participe
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásTecnologia na classificação de café impulsiona qualidade e fortalece exportações brasileiras
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásEscola de Educação Ambiental do Horto Florestal promove trilha temática sobre mudanças climáticas durante Semana do Meio Ambiente
-
ESPORTES7 dias atrásFluminense empata com Cruzeiro e segue no G-4 do Brasileirão

