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Coletânea inédita analisa economia e trabalho no Brasil Rural

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Foi lançada recentemente a coletânea “Dinâmica econômica e o mundo do trabalho no Brasil Rural”, organizada por Nicole Rennó Castro (Cepea/Esalq-USP), Junior Ruiz Garcia (UFPR) e Zander Navarro (Embrapa), com apoio institucional do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e da Esalq/USP. A obra reúne 61 autores de 27 instituições de pesquisa de todo o país, configurando um dos maiores esforços coletivos já realizados nos estudos sobre o Brasil rural.

Análises regionais e setoriais abrangem 19 estados e o Matopiba

O livro apresenta a trajetória rural de 19 estados brasileiros, incluindo um capítulo específico sobre o Matopiba. Além disso, dedica cinco capítulos à análise de setores estratégicos da agropecuária nacional, como café, soja, aves e suínos, pecuária e florestas plantadas.

Segundo os organizadores, trata-se da primeira obra que integra diferentes experiências estaduais e setoriais sob a perspectiva das Ciências Sociais aplicadas ao mundo rural, oferecendo uma interpretação nacional unificada do contexto rural brasileiro.

Contribuição de pesquisadores renomados

Entre os participantes, destacam-se Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, Margarete Boteon, Lucílio Alves, Mauro Osaki, Arlei Fachinello, Adriana Silva, Gustavo Carvalho, Renato Ribeiro, Thiago Carvalho e Natália Grigol, além da organizadora Nicole Rennó Castro. Cada capítulo busca dialogar com as grandes transformações da agricultura no país.

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Disponível em PDF para acesso gratuito

Com 758 páginas, a coletânea está disponível em versão PDF gratuita, promovendo ampla circulação e acesso democrático ao conhecimento sobre o Brasil rural.

Download da coletânea

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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