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Comércio entre Brasil e China cresce no início de 2026 com alta nas exportações e mudança nas importações
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O comércio bilateral entre Brasil e China iniciou 2026 com desempenho positivo, marcado pelo avanço das exportações brasileiras e por mudanças relevantes no perfil das importações. Os dados do primeiro trimestre apontam crescimento de 21,7% nas vendas externas, que somaram US$ 23,9 bilhões, enquanto as importações recuaram 6%, totalizando US$ 17,9 bilhões.
China lidera como principal parceira comercial do Brasil
A China manteve sua posição como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por 29% do total embarcado no período. Ao mesmo tempo, o país asiático segue como o maior fornecedor de produtos ao Brasil, com participação de 26,3% nas importações.
Esse desempenho reforça a relevância da relação comercial entre os dois países, especialmente em setores estratégicos para a economia brasileira.
Petróleo lidera exportações com valor recorde
O principal destaque das exportações foi o petróleo, que atingiu valor recorde de US$ 7,19 bilhões no primeiro trimestre. O resultado reflete o elevado volume de embarques, com destaque para cargas originadas no estado do Rio de Janeiro.
O aumento das compras chinesas está associado à busca por diversificação de fornecedores, em meio a incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
Carne bovina também registra forte crescimento nas vendas
Outro produto de destaque foi a carne bovina, que somou US$ 1,8 bilhão em exportações para a China, também alcançando nível recorde no período.
A adoção de uma salvaguarda pelo país asiático no início do ano levou exportadores brasileiros a anteciparem embarques, com o objetivo de aproveitar cotas disponíveis sob tarifas reduzidas.
Importações mudam perfil com avanço de veículos eletrificados
No fluxo de importações, o destaque foi a mudança no perfil das compras brasileiras. As aquisições de veículos eletrificados — incluindo modelos híbridos plug-in e totalmente elétricos — atingiram US$ 1,23 bilhão no trimestre.
O valor representa um crescimento expressivo, cerca de 7,5 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Esse avanço está relacionado à antecipação de embarques por parte de importadores, diante da previsão de aumento gradual das tarifas de importação, que devem chegar a 35% a partir de julho, superando os níveis atuais.
Perspectiva aponta continuidade da relevância da China no comércio exterior
O desempenho registrado no início de 2026 reforça a importância da China como principal parceiro comercial do Brasil, tanto nas exportações quanto nas importações.
A tendência é de continuidade dessa relação estratégica ao longo do ano, com destaque para commodities e produtos agropecuários nas exportações, além de bens industriais e tecnológicos no fluxo de importações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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