AGRONEGÓCIO
Crédito emergencial do Governo de SP libera R$ 5 milhões para produtores afetados por chuvas em Ibiúna e Piedade
AGRONEGÓCIO
O Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de uma linha de crédito emergencial de R$ 5 milhões para apoiar produtores rurais atingidos pelas fortes chuvas que impactaram os municípios de Ibiúna e Piedade no último dia 18 de abril. A iniciativa é coordenada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
A medida tem como foco principal a recuperação rápida das atividades agrícolas, especialmente nas áreas de hortaliças, fortemente afetadas pelo excesso de chuvas. Cada produtor poderá acessar até R$ 50 mil, com taxa de juros de 3% ao ano, em condições facilitadas para estimular o replantio e a retomada da produção.
Apoio imediato ao produtor rural
A liberação do crédito emergencial integra um pacote de ações do governo estadual para mitigar os impactos causados pelo evento climático. A iniciativa busca assegurar a continuidade do abastecimento e reduzir os prejuízos econômicos nas regiões atingidas.
De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, mais de 700 famílias foram afetadas pelas chuvas nas duas cidades. Em resposta, equipes estaduais atuaram em conjunto com as prefeituras para prestar assistência emergencial, incluindo a distribuição de kits de higiene, limpeza, dormitório, além de cestas básicas e lonas.
Levantamento técnico aponta perdas significativas
Logo após as chuvas, equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio da regional de Sorocaba, realizaram levantamentos em campo para mensurar os danos nas propriedades rurais.
Os dados preliminares indicam que as perdas se concentraram principalmente na produção de hortaliças, com variações conforme o tamanho das áreas e o estágio das lavouras. Em propriedades menores, foram registrados casos de perda total, enquanto áreas médias apresentaram danos expressivos.
O diagnóstico também revelou prejuízos em diferentes fases do ciclo produtivo, o que reforça a necessidade de medidas rápidas para viabilizar o replantio e evitar desabastecimento.
Governo reforça atuação junto aos municípios
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, esteve em Ibiúna para acompanhar de perto a situação dos produtores atingidos. Durante a visita, ele esteve na propriedade do agricultor Alexandre Antonio de Almeida, no bairro Colégio, onde avaliou os impactos e discutiu ações emergenciais.
Segundo o secretário, o objetivo é garantir agilidade no apoio ao setor produtivo. “Estamos mobilizando instrumentos rápidos para apoiar a recuperação das lavouras. É um trabalho conjunto com os municípios para restabelecer a atividade agrícola o mais breve possível”, afirmou.
Regiões estratégicas para o abastecimento
Ibiúna e Piedade são reconhecidas como importantes polos agrícolas do Estado de São Paulo, com forte atuação na produção de hortaliças, frutas e flores.
O município de Piedade se destaca nacionalmente, sendo responsável por cerca de 90% da produção brasileira de alcachofra. Já Ibiúna figura entre os principais municípios do estado no setor agropecuário, com destaque no ranking do programa Município Agro, que incentiva políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A liberação do crédito emergencial reforça a importância dessas regiões para a segurança alimentar e para a economia paulista, garantindo condições para a rápida retomada da produção agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura
O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.
O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.
Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações
Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.
“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.
Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos
Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.
Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.
A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.
Nova subestação amplia capacidade energética
Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.
Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.
Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.
Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.
“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.
Certificação internacional reforça compromisso ambiental
O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.
As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.
Logística fortalece exportações do agronegócio
Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.
A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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