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Custo Brasil pressiona logística e reforma tributária surge como aposta para reduzir custos no setor

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Logística no Brasil segue impactada pelo Custo Brasil

O setor logístico brasileiro continua operando sob forte pressão estrutural relacionada ao chamado Custo Brasil, que engloba entraves tributários, burocráticos e operacionais que reduzem a competitividade das empresas.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto desse conjunto de ineficiências atinge cerca de R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Dentro desse cenário, a carga tributária aparece como principal fator de preocupação para 70% dos empresários brasileiros.

Complexidade tributária eleva custos no transporte e armazenagem

No segmento logístico, a incidência simultânea de diferentes tributos sobre transporte, armazenagem e circulação de mercadorias gera um ambiente de alta complexidade fiscal.

A isso se somam frequentes alterações nas alíquotas do ICMS, além de divergências na interpretação e no aproveitamento de créditos tributários, o que amplia a insegurança jurídica e dificulta o planejamento das empresas.

Especialistas apontam que esse cenário impacta diretamente a competitividade do setor, elevando custos operacionais e reduzindo a previsibilidade necessária para investimentos de longo prazo.

Insegurança jurídica afeta competitividade e aumenta riscos financeiros

A advogada Rúbia Soares, da Hemmer Advocacia, destaca que o sistema tributário atual impõe desafios significativos ao setor.

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Segundo ela, a instabilidade normativa e a complexidade das regras aumentam custos e dificultam o crescimento das empresas.

Além das questões tributárias, o setor também enfrenta disputas contratuais, ações indenizatórias, inadimplência e conflitos societários, especialmente em um contexto de expansão das operações logísticas no país.

Esse conjunto de fatores contribui para o aumento da fragilidade financeira e, em alguns casos, para o crescimento de pedidos de recuperação judicial no segmento.

Reforma Tributária promete simplificação com modelo de IVA Dual

A regulamentação da Reforma Tributária, estabelecida pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026, surge como principal aposta para reduzir a complexidade do sistema tributário brasileiro.

O novo modelo, baseado no IVA Dual, prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, com o objetivo de simplificar a estrutura fiscal, eliminar a cumulatividade e reduzir distorções históricas que encarecem a operação logística no país.

Especialistas avaliam que a padronização das regras pode reduzir litígios e ampliar a segurança jurídica, criando um ambiente mais favorável a investimentos e ganhos de eficiência operacional.

Adaptação das empresas será decisiva na transição tributária

Apesar das expectativas positivas, a transição para o novo modelo exigirá planejamento estratégico por parte das empresas do setor logístico.

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A adequação às novas regras deve envolver revisão de processos internos, fortalecimento da governança e acompanhamento técnico especializado para garantir conformidade fiscal.

Para especialistas, a reforma representa não apenas uma mudança estrutural no sistema tributário, mas também uma oportunidade de modernização do setor.

“A assessoria jurídica tem papel estratégico para garantir conformidade, reduzir riscos e transformar os benefícios da simplificação em eficiência e crescimento”, destaca Rúbia Soares.

Perspectivas para o setor logístico no Brasil

A combinação entre alta carga tributária atual e expectativa de reforma coloca o setor logístico em um momento de transição relevante.

Enquanto o Custo Brasil ainda limita a competitividade, a reforma tributária surge como uma possível virada estrutural, com potencial para reduzir custos, aumentar previsibilidade e melhorar o ambiente de negócios no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura

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O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.

O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.

Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações

Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.

“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.

Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos

Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.

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Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.

A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.

Nova subestação amplia capacidade energética

Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.

Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.

Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.

Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.

“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.

Certificação internacional reforça compromisso ambiental

O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.

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As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.

Logística fortalece exportações do agronegócio

Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.

A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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