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Demanda Global Enfraquecida Pressiona Preços do Cacau no Mercado Internacional, Aponta StoneX

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Mercado de cacau inicia 2026 em queda com sinais de enfraquecimento da demanda

O mercado internacional de cacau iniciou o ano de 2026 em movimento de baixa, refletindo sinais de enfraquecimento da demanda global pela commodity. De acordo com análise divulgada pela StoneX, a desvalorização registrada nas primeiras semanas de janeiro foi influenciada pela divulgação de dados de moagem — indicador direto do ritmo de consumo industrial — nas principais regiões produtoras e consumidoras do mundo.

Entre os dias 9 e 16 de janeiro, os contratos futuros de cacau recuaram nas principais bolsas internacionais, reagindo aos números do quarto trimestre de 2025. As informações englobaram dados de Europa, Ásia, América do Norte, Brasil e Costa do Marfim, que são considerados polos de referência no acompanhamento da demanda global.

Processamento industrial de cacau registra queda global de 7,7%

Os dados divulgados apontaram uma redução expressiva de 7,7% no volume global de moagem de cacau nas regiões analisadas. Esse resultado reforçou a percepção de arrefecimento da demanda, uma vez que a moagem é tradicionalmente utilizada como termômetro da atividade industrial e do consumo de derivados da amêndoa.

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Segundo a StoneX, o desempenho negativo levou os agentes de mercado a adotar uma postura mais cautelosa, ajustando suas posições diante da confirmação de um ritmo mais lento na utilização da matéria-prima.

Mercado ajusta expectativas e preços refletem cenário de acomodação

O enfraquecimento da moagem no fim de 2025 consolidou a leitura de que o mercado global de cacau entra em um período de acomodação, após fases anteriores de maior dinamismo e valorização.

Com isso, os preços futuros da commodity passaram a operar sob pressão, refletindo as revisões nas projeções de consumo. O movimento indica uma mudança nas expectativas do setor, que agora monitora a evolução da demanda nas próximas semanas para avaliar possíveis reequilíbrios entre oferta e procura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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